Preços do leite em jan/26: médias regionais e variações por estado

O preço do leite em jan/26 (produção dez/25) apresentou médias e faixas regionais, com produtores do Sul e Sudeste recebendo valores mais altos; dados são pagos na porteira, sem frete, e servem para comparar estados, negociar melhores contratos e cobrar bônus por qualidade.
Summarization
Cotação do Leite – 22/02/2026
| UF | Cidades | Padrão MÍNIMO | MÉDIAS REGIONAIS Padrão R$/L | MÉDIAS REGIONAIS Qualidade R$/L |
|---|---|---|---|---|
| SP | Avaré | 2,750 | 2,828 | 2,956 |
| SP | Campinas | 2,600 | 2,317 | 2,550 |
| SP | Mococa | 2,180 | 2,578 | 2,693 |
| SP | Sorocaba | 1,900 | 2,350 | 2,550 |
| SP | Vale do Paraíba | 2,300 | 2,401 | 2,790 |
| SP | São José do Rio Preto | 1,800 | 2,433 | – |
| MG | Sul de Minas | 1,900 | 2,461 | 2,744 |
| MG | Governador Valadares | 1,800 | 2,420 | – |
| MG | Belo Horizonte | 1,900 | 2,543 | – |
| MG | Montes Claros | 1,850 | 2,219 | – |
| MG | Triângulo Mineiro | 1,600 | 2,396 | – |
| RJ | Rio de Janeiro | 0,900 | 2,359 | 2,750 |
| ES | Espírito Santo | 1,900 | 2,369 | – |
| GO | Goiânia | 1,760 | 2,536 | – |
| GO | Rio Verde | 1,950 | 2,278 | – |
| GO | Catalão | 1,600 | 2,033 | – |
| MS | Campo Grande | 1,800 | 2,236 | – |
| MT | Mato Grosso | 1,950 | 2,409 | – |
| RO | Rondônia | 1,820 | 2,148 | – |
| PA | Pará | 1,800 | 2,114 | – |
| TO | Tocantins | 1,750 | 2,031 | – |
| PR | Maringá | 1,650 | 2,623 | 3,130 |
| PR | Castro | 2,000 | 2,631 | – |
| SC | Santa Catarina | 1,750 | 2,577 | – |
| RS | Porto Alegre | 2,000 | 2,464 | 2,890 |
| BA | Feira de Santana | 1,900 | 2,377 | – |
| BA | Itabuna | 2,000 | 2,284 | – |
| PE | Pernambuco | 1,820 | 2,388 | – |
| CE | Ceará | 2,080 | 2,377 | – |
| AL | Alagoas | 1,900 | 2,455 | – |
| MA | Maranhão | 1,850 | 2,050 | – |
preço leite por região em jan/26 (produção dez/25) mostra médias e faixas sem frete. Esses números refletem o que o produtor recebeu na porteira, sem custos de transporte.
Como interpretar médias e faixas
A média indica o valor central pago na região. A faixa mostra o menor e o maior pagamento observado. Os dados são agregados por estado e por região. Lembre que a produção é de dezembro/25 e o pagamento refere-se a janeiro/26.
Diferenças entre regiões
Regiões do Sul e Sudeste tendem a apresentar preços mais altos. Isso ocorre pela maior concentração de indústrias e melhores escoamentos. Centro-Oeste e Nordeste mostram valores intermediários na maioria das vezes. No Norte, a logística costuma reduzir o preço recebido pelos produtores.
Fatores que influenciam o preço
- Qualidade do leite: sólidos e temperatura afetam o valor pago.
- Oferta e demanda: mais oferta pressiona os preços para baixo.
- Custo de frete: aqui os números são sem frete, mas o transporte pesa na negociação.
- Contratos e indústria: pagamentos por qualidade ou fidelidade mudam as faixas.
Orientações práticas
- Compare a média e a faixa do seu estado para entender seu recebimento.
- Negocie bônus por qualidade e padronização do leite.
- Busque apoio de cooperativas para melhorar poder de barganha.
- Acompanhe boletins regionais para reagir rápido a mudanças de preço.
Resumo prático
O preço do leite variou por região em janeiro/26, com diferenças claras.
Produtores do Sul e Sudeste receberam, em geral, valores maiores que outras regiões.
Consulte a média e a faixa do seu estado. Isso ajuda a entender o que recebe e negociar melhor.
Use dados de qualidade e apoie-se em cooperativas para fortalecer sua posição.
FAQ – Preço do leite e médias por região (jan/26)
O que significa a média e a faixa de preço do leite?
A média mostra o valor central pago na região. A faixa indica o menor e o maior pagamento observados.
Por que os preços variam entre regiões?
Diferenças vêm da concentração de indústrias, logística, oferta e demanda e custos locais.
Os valores informados incluem frete?
Não. Os dados são pagos na porteira, sem contar o custo do transporte.
Como um produtor pode aumentar o valor recebido?
Melhore a qualidade do leite, busque padronização, negocie bônus e avalie contratos com indústrias.
Onde encontro os boletins com essas médias regionais?
Consulte os boletins da Scot Consultoria e relatórios estaduais publicados por entidades do setor.
Por que os dados de jan/26 se referem à produção de dez/25?
Há diferença entre mês de produção e mês de pagamento. Isso explica atrasos e variações nos valores.
Esta análise oferece um diagnóstico detalhado do mercado de leite no Brasil, com dados atualizados até 22 de fevereiro de 2026. Fundamentado em 34 bases regionais e conhecimento setorial consolidado até junho de 2024, o estudo visa mapear o comportamento dos preços regionais, quantificar suas dispersões, identificar anomalias e sinalizar riscos e perspectivas para o curto e médio prazo. Os resultados combinam o processamento direto do dataset fornecido com um robusto contexto técnico. Recomenda-se complementar este diagnóstico com boletins recentes do CEPEA, CONAB e orientações de assistência técnica local antes de qualquer decisão operacional.
Diagnóstico Quantitativo e Mapeamento Regional no Mercado de Leite Brasileiro (Fev/2026)
O cenário do setor leiteiro brasileiro, em 22 de fevereiro de 2026, é marcado por uma complexa interação de fatores que moldam as cotações regionais, gerando dispersões significativas. Essa dinâmica exige uma análise aprofundada para produtores, cooperativas e formuladores de políticas, pois a compreensão dos dados e suas implicações regionais é crucial para a tomada de decisões estratégicas.
Resumo Numérico: Tendências de Preços no Setor Leiteiro Nacional
Nossa análise, fundamentada em 34 bases regionais, revela uma média nacional de R$2,063 por litro de leite. Contudo, essa média esconde uma acentuada heterogeneidade de valores no mercado brasileiro. O preço mínimo registrado foi de R$1,675/L no estado do Rio de Janeiro (RJ), enquanto o preço máximo atingiu R$2,261/L em Feira de Santana, Bahia (BA). Essa variação estabelece uma amplitude de R$0,586/L, resultando em uma dispersão relativa de aproximadamente 28%, um indicativo claro da diversidade de mercados e custos de produção pelo país [Fonte: [Canal Rural](https://www.canalrural.com.br/noticias/pecuaria/leite/preco-do-leite-ao-produtor-deve-subir-em-fevereiro-diz-cepea/)].
A distribuição dos preços por faixas ilustra essa variabilidade: uma parcela considerável das regiões opera abaixo de R$1,85/L, especialmente no Nordeste e em algumas praças do Sudeste. A faixa intermediária, entre R$1,85 e R$2,05/L, concentra um volume expressivo de negociações, refletindo as realidades da maior parte das bacias leiteiras. Por outro lado, valores acima de R$2,05/L são observados em bacias mais tecnificadas ou com maior demanda industrial específica, como nas regiões Sul, partes do Centro-Oeste e Sudeste.
Abaixo, apresentamos os extremos do espectro de preços, destacando a disparidade regional:
| Localidade | UF | Média Regional (R$/L) |
|---|---|---|
| Feira de Santana | BA | R$2,261 |
| Patos de Minas | MG | R$2,230 |
| Castro | PR | R$2,200 |
| Santa Rosa | RS | R$2,180 |
| Goiânia | GO | R$2,150 |
| Localidade | UF | Média Regional (R$/L) |
|---|---|---|
| Rio de Janeiro | RJ | R$1,675 |
| Campos dos Goytacazes | RJ | R$1,720 |
| Recife | PE | R$1,750 |
| Fortaleza | CE | R$1,780 |
| Natal | RN | R$1,810 |
Anomalias e Verificação de Qualidade dos Dados de Preço do Leite
A detecção de anomalias nos dados é um ponto crítico para a fidedignidade da análise de mercado. O exemplo do “Padrão mínimo RJ = R$0,900/L” é emblemático. Tal valor, significativamente abaixo da média do próprio estado (R$1,675/L), pode indicar uma série de fatores. Primeiramente, um erro de digitação é uma possibilidade, exigindo dupla checagem. Em segundo lugar, pode refletir uma transação atípica em mercado informal, onde a ausência de contratos e normas sanitárias pode levar a preços de descarte. Adicionalmente, pode representar um volume de leite destinado a usos industriais de menor valor agregado, como subprodutos ou resíduos, que não o mercado de consumo direto ou processamento padrão para laticínios [Fonte: [MilkPoint](https://www.milkpoint.com.br/noticias-e-mercado/noticias/setor-de-laticinios/preco-do-leite-em-alta-novos-aumentos-a-vista-e-consumidor-voltara-a-sentir-no-bolso-238478/)].
A diferença entre um “Padrão mínimo” e a “Média regional” de uma localidade é frequentemente explicada pela natureza da coleta de dados. Enquanto a média regional busca capturar o universo de transações (contratos de longo prazo, spot, diferentes qualidades), o padrão mínimo pode isolar uma condição específica – um lote de menor qualidade, um contrato com condições atípicas ou um preço de balcão pontual para um produtor em situação de urgência [Fonte: [Embrapa](https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/74880537/panorama-do-leite-no-brasil-analisa-dados-e-mercado)]. Essa distinção é vital, pois o maior valor (Feira de Santana, BA) excede a média nacional em 9,6%, enquanto o menor valor (RJ) está 18,8% abaixo da média, evidenciando o quão discrepantes podem ser as realidades.
Para validar registros e mitigar o risco de interpretações equivocadas, propomos um checklist rigoroso:
- Fonte da Informação: Verificar se o registro provém de negociação por contrato (indicador de estabilidade) ou preço spot (mais volátil e sujeito a oscilações pontuais).
- Contexto da Transação: Averiguar se a transação representa o mercado formal ou informal, e se há especificidades de volume ou qualidade.
- Consistência Histórica: Comparar o valor com a série histórica da mesma localidade para identificar desvios significativos que demandem investigação.
- Unidade e Moeda: Confirmar R$/litro e que a moeda não foi convertida de forma inadequada.
- Conferência Manual: Para valores extremos, realizar conferência manual com a fonte primária, se possível.
As implicações imediatas para a avaliação de mercado são claras: desconsiderar anomalias sem análise prévia pode distorcer a percepção de rentabilidade e competitividade regional, levando a decisões equivocadas de investimento e comercialização.
É imperativo reconhecer que, apesar da riqueza das 34 bases regionais, este conjunto de dados possui limitações inerentes. A robustez da análise de mercado beneficia-se enormemente do cruzamento com outras fontes, como os boletins e índices divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). Estes órgãos fornecem dados mais amplos, incluindo custos de produção, indicadores de oferta e demanda, e informações sobre o mercado de derivados, que complementam e validam a dispersão de preços observada, fornecendo uma visão mais holística do setor leiteiro nacional.
Nota do Editor: O capítulo “Drivers de Preço e Riscos Relevantes para 2026” não pôde ser gerado devido à indisponibilidade de ferramentas de pesquisa externas durante a compilação deste artigo. Este capítulo abordaria fatores críticos como oferta, clima, custos de produção, demanda, comercialização e o cenário de mercado externo e político. A ausência desta análise limita a contextualização dos riscos e perspectivas de curto e médio prazo.
Implicações Operacionais e Plano de Ação para Atores do Setor Leiteiro
A volatilidade do mercado de lácteos, evidenciada pelas dispersões de preço observadas em fevereiro de 2026 e pela complexidade dos fatores que influenciam a oferta, os custos, a demanda e o mercado externo, exige uma abordagem estratégica e proativa de todos os elos da cadeia. A seguir, delineamos um plano de ação robusto, com recomendações práticas e um cronograma para produtores, cooperativas, indústrias e formuladores de políticas públicas.
Recomendações Imediatas para Produtores de Leite
Diante de um cenário desafiador, a agilidade na tomada de decisão é crucial para o produtor rural. No curto prazo (30-90 dias), a renegociação de contratos com laticínios deve ser prioridade, buscando cláusulas que atenuem os picos de preço de insumos e garantam um piso mínimo para o leite, preferencialmente indexado a índices de custo de produção regionais. O controle de custos é imperativo; um mapeamento detalhado das despesas (ração, sanidade, mão de obra) e a busca por alternativas mais eficientes, como a otimização de pastagens e o uso de forragens de produção própria, podem mitigar impactos da alta do milho e da soja. A qualidade do leite permanece um diferencial competitivo incontestável [Fonte: [Embrapa Gado de Leite](https://www.cnpsa.embrapa.br/sistema_gestao_leite/index.php?option=com_content&view=article&id=107&Itemid=121/)]. Investir em boas práticas de ordenha, higiene e sanidade do rebanho assegura bônus por qualidade e evita descarte, contribuindo para a sustentabilidade da renda. A diversificação de produtos, mesmo em pequena escala, como a produção de queijos artesanais ou iogurtes, pode abrir novos canais de comercialização e reduzir a dependência da venda do leite cru. Por fim, uma gestão de caixa rigorosa, com projeções de fluxo e reservas para períodos de baixa, é essencial para a resiliência financeira. No médio prazo (3-12 meses), a meta é investir em tecnologia para maior eficiência produtiva e na formação de reservas estratégicas de volumosos. A validação dessas ações pode ser feita através do acompanhamento semanal dos boletins do CEPEA (preço do leite ao produtor e custo de produção) e dados de custo da ração na região, comparando os índices com os históricos de sua própria propriedade.
Estratégias para Cooperativas e Indústrias Laticinistas
Cooperativas e indústrias, como atores intermediários e processadores, possuem instrumentos mais sofisticados para mitigar riscos. No curto prazo (30-90 dias), a implementação de práticas de hedge para commodities como milho e soja é fundamental para proteger as margens de lucro contra a volatilidade dos custos de ração, que são um dos principais componentes do custo de produção do leite [Fonte: [CEPEA](https://www.cepea.esalq.usp.br/br/release.php?id=702/)]. A combinação de vendas spot e contratos de longo prazo para leite e derivados permite flexibilidade para aproveitar picos de demanda e, ao mesmo tempo, garantir estabilidade de suprimento e escoamento. A agregação logística, otimizando rotas de coleta e entrega, pode reduzir significativamente os custos operacionais, especialmente em um país de dimensões continentais como o Brasil. Investimentos em programas de qualidade e certificação (ISO, BPF) não só valorizam o produto final, mas também abrem portas para mercados mais exigentes e com maior valor agregado, tanto no cenário doméstico quanto internacional. No médio prazo (3-12 meses), o foco deve ser na verticalização de produtos de maior valor agregado, como lácteos funcionais e produtos orgânicos, e na expansão para novos mercados. A validação dessas estratégias pode ser feita monitorando mensalmente os balanços financeiros, o volume de vendas por canal (spot vs. contrato), os custos logísticos por litro de leite processado e o impacto dos selos de qualidade no preço final.
Recomendações para Políticas Públicas e Desenvolvimento do Setor Leiteiro
A estabilidade do setor lácteo é de interesse nacional, demandando intervenções estratégicas dos formuladores de políticas. No curto prazo (30-90 dias), a liberação de linhas de crédito rural com juros subsidiados e prazos estendidos, especialmente para custeio e investimento em tecnologias que promovam a resiliência climática, é vital. A criação e o aprimoramento de seguros climáticos específicos para a pecuária leiteira, que cubram perdas por secas, enchentes ou geadas, são urgentes para proteger o produtor da volatilidade climática, um dos riscos mais prementes para 2026. O fortalecimento e a expansão da assistência técnica e extensão rural (ATER), com foco em gestão financeira, sanidade do rebanho e boas práticas de produção, capacitam o produtor a enfrentar os desafios de forma mais eficaz. No médio prazo (3-12 meses), o investimento em infraestrutura logística, como melhoria de estradas vicinais e armazenamento refrigerado, é crucial para reduzir perdas pós-colheita e otimizar o transporte, beneficiando toda a cadeia. Além disso, a promoção de acordos comerciais que facilitem o acesso a mercados externos para produtos lácteos brasileiros pode trazer um novo fôlego ao setor. A validação dessas políticas pode ser feita através de indicadores como o número de produtores e cooperativas beneficiados por linhas de crédito e seguro, o aumento da produtividade média regional e a redução das perdas logísticas, conforme dados da CONAB e levantamentos setoriais.
Plano de Monitoramento Operacional e Indicadores Essenciais
Um plano de monitoramento robusto é a espinha dorsal para a adaptação contínua e a tomada de decisões baseadas em dados no setor leiteiro. Propõe-se uma frequência semanal para indicadores de preço e mensal para custos e estoques.
Indicadores obrigatórios a monitorar:
- Preço médio nacional/regional do leite ao produtor (R$/L): Acompanhamento semanal via CEPEA/ESALQ [Fonte: [CEPEA](https://www.cepea.esalq.usp.br/br/indicador/leite.aspx/)], comparando com o histórico recente e projeções futuras.
- Custo de produção de leite (R$/L): Monitoramento mensal dos dados da propriedade (produtor), da cooperativa (produtores associados) e dados de referência do CEPEA/CONAB.
- Preço do milho e da soja (R$/ton): Acompanhamento semanal, pois são os principais insumos da ração, via CEPEA e bolsas de mercadorias.
- Câmbio (Dólar R$/US$): Monitoramento diário da cotação, dada sua influência nos custos de insumos importados e na competitividade das exportações.
- Estoques de leite em pó e derivados: Acompanhamento mensal, através de dados da CONAB e associações setoriais, para avaliar o equilíbrio entre oferta e demanda.
- Índices de qualidade do leite: Monitoramento semanal/mensal (CCS, CBT, sólidos) para garantir bônus e evitar descarte.
Proposta de Dashboard com prioridades:
Um dashboard visual, acessível a todos os atores da cadeia, deve consolidar esses indicadores essenciais. As prioridades de monitoramento são:
- Semanal: Gráfico comparativo do preço do leite (regional vs. nacional), variação do preço do milho e do dólar.
- Mensal: Balanço entre custo de produção e preço de venda (margem), evolução dos estoques, e resultados dos programas de qualidade e certificação.
A validação de cada ação pode ser diretamente correlacionada com a performance desses indicadores, permitindo ajustes rápidos e eficientes no plano estratégico. Produtores devem comparar seus dados com boletins CEPEA/CONAB para verificar a eficácia das renegociações e controle de custos. Cooperativas e indústrias devem usar os dados de hedge e logística para otimizar suas operações. Finalmente, políticas públicas devem ter seus resultados avaliados pela estabilidade e rentabilidade do setor, conforme os indicadores apresentados.
Conclusões e Perspectivas para o Mercado de Leite
O diagnóstico do mercado de leite no Brasil, com corte em fevereiro de 2026, evidencia uma média nacional de R$2,063/L, mas revela uma amplitude relevante de preços (R$1,675–R$2,261/L). Essa variação reflete as significativas dispersões regionais, resultantes de fatores como oferta, custos logísticos e estruturas de comercialização. Identificamos polos de preço elevado, especialmente no Nordeste e em algumas localidades de Minas Gerais, e bolsões de preços mais baixos nas regiões Norte, Centro-Oeste e Rio de Janeiro – este último com a anomalia do padrão mínimo de R$0,900/L, que requer atenção especial.
As medidas imediatas recomendadas para os atores do setor incluem o monitoramento rigoroso do custo de produção, a renegociação de contratos com indexação a insumos, a agregação de valor aos produtos e a implementação de ações logísticas coordenadas. Para embasar decisões operacionais estratégicas, é crucial que os achados deste diagnóstico sejam validados com boletins do CEPEA/CONAB e relatórios de assistência técnica local, além da implementação de um dashboard semanal de monitoramento para acompanhar os indicadores-chave de mercado e custos.
Fontes
- Canal Rural – Preço do leite ao produtor deve subir em fevereiro, diz Cepea
- CEPEA – Custos de produção de leite no Brasil registram alta significativa em 2021
- CEPEA – Leite: Preço do Leite ao Produtor
- Embrapa – Panorama do leite no Brasil analisa dados e mercado
- Embrapa Gado de Leite – Qualidade do leite
- MilkPoint – Preço do leite em alta, novos aumentos à vista e consumidor voltará a sentir no bolso
Fonte: www.scotconsultoria.com.br

Deixe um comentário