O preço do leite reflete as cotações pagas aos produtores e varia por estado e cidade conforme oferta, demanda, qualidade do leite e custos logísticos. Consultar médias regionais e relatórios semanais permite negociar melhor, ajustar a produção e buscar estratégias para aumentar a renda.
Cotação do Leite – 27/01/2026
| UF | Cidades | Padrão MÍNIMO | MÉDIAS REGIONAIS Padrão R$/L | MÉDIAS REGIONAIS Qualidade R$/L |
|---|---|---|---|---|
| SP | Avaré | 2,750 | 2,828 | 2,956 |
| SP | Campinas | 2,600 | 2,317 | 2,550 |
| SP | Mococa | 2,180 | 2,578 | 2,693 |
| SP | Sorocaba | 1,900 | 2,350 | 2,550 |
| SP | Vale do Paraíba | 2,300 | 2,401 | 2,790 |
| SP | São José do Rio Preto | 1,800 | 2,433 | – |
| MG | Sul de Minas | 1,900 | 2,461 | 2,744 |
| MG | Governador Valadares | 1,800 | 2,420 | – |
| MG | Belo Horizonte | 1,900 | 2,543 | – |
| MG | Montes Claros | 1,850 | 2,219 | – |
| MG | Triângulo Mineiro | 1,600 | 2,396 | – |
| RJ | Rio de Janeiro | 0,900 | 2,359 | 2,750 |
| ES | Espírito Santo | 1,900 | 2,369 | – |
| GO | Goiânia | 1,760 | 2,536 | – |
| GO | Rio Verde | 1,950 | 2,278 | – |
| GO | Catalão | 1,600 | 2,033 | – |
| MS | Campo Grande | 1,800 | 2,236 | – |
| MT | Mato Grosso | 1,950 | 2,409 | – |
| RO | Rondônia | 1,820 | 2,148 | – |
| PA | Pará | 1,800 | 2,114 | – |
| TO | Tocantins | 1,750 | 2,031 | – |
| PR | Maringá | 1,650 | 2,623 | 3,130 |
| PR | Castro | 2,000 | 2,631 | – |
| SC | Santa Catarina | 1,750 | 2,577 | – |
| RS | Porto Alegre | 2,000 | 2,464 | 2,890 |
| BA | Feira de Santana | 1,900 | 2,377 | – |
| BA | Itabuna | 2,000 | 2,284 | – |
| PE | Pernambuco | 1,820 | 2,388 | – |
| CE | Ceará | 2,080 | 2,377 | – |
| AL | Alagoas | 1,900 | 2,455 | – |
| MA | Maranhão | 1,850 | 2,050 | – |
preço do leite varia de estado para estado e até entre cidades vizinhas, mudando a renda do produtor.
As cotações aparecem geralmente em reais por litro ou em litro corrigido. Entender a unidade ajuda a comparar valores.
Como interpretar as cotações
Verifique se o valor é bruto ou já desconta o frete e impostos. Isso muda muito a percepção do preço real.
Compare médias regionais, não só valores pontuais de uma cidade. A média mostra tendência e volatilidade.
Fatores que explicam as diferenças regionais
Oferta local de leite e demanda das indústrias impactam direto o preço. Regiões com mais fábricas tendem a pagar mais.
Custos de produção, clima e qualidade do leite também influenciam. Leite com mais gordura costuma valer mais.
Frete e logística encarecem o produto em áreas distantes. Isso reduz o preço recebido pelo produtor.
Dicas práticas para produtores
Acompanhe os relatórios semanais e use comparativos por estado e cidade. Dados ajudam na hora de negociar.
Melhore a qualidade do leite com manejo e alimentação adequados. Qualidade costuma refletir em melhor preço.
Negocie lotes e prazos com indústrias e cooperativas. Planejamento de entrega pode aumentar a margem.
Use as médias regionais como referência, mas avalie custos locais antes de tomar decisão.
Conclusão e orientações
Acompanhar as cotações ajuda a entender o preço do leite e decidir melhor.
Use as médias regionais como referência e compare com seus custos locais.
Melhore a qualidade do leite com manejo e alimentação mais eficientes.
Negocie prazos, agrupe lotes e busque cooperativas para ganhar poder de compra.
Use relatórios semanais para ajustar a gestão e responder às variações do mercado.
FAQ – Preço do leite e médias regionais
O que são as cotações do leite?
São os valores pagos ao produtor, normalmente expressos em reais por litro. Podem ser preços brutos ou já líquidos.
Por que o preço do leite varia entre regiões?
Diferenças vêm de oferta, demanda, presença de indústrias, custos de transporte e qualidade do leite.
Como interpretar uma média regional do leite?
A média mostra a tendência local e reduz influência de valores isolados. Serve como referência para negociação.
O que é litro corrigido (LC) nas cotações?
É uma unidade que ajusta o leite conforme sólidos como gordura e proteína. Ajuda a comparar melhor a qualidade.
O que produtores podem fazer para receber melhor preço?
Melhorar manejo e alimentação, elevar qualidade, agrupar lotes e negociar com cooperativas e indústrias.
Como usar relatórios semanais de preços?
Use-os para acompanhar tendências, comparar cidades e ajustar entrega e planejamento de produção.
Análise do Mercado de Leite no Brasil: Diagnóstico e Perspectivas (Janeiro de 2026)
Este relatório analítico sintetiza a situação do mercado brasileiro de leite referente a 27 de janeiro de 2026, integrando séries nacionais e uma base regional de 34 observações. A fotografia atual mostra preços ao produtor próximos ao custo de produção, uma oferta elevada, impulsionada pelo recorde de captação em 2025, e a intensa competição das importações, especialmente de leite em pó, que comprimem as margens. Este estudo visa oferecer um diagnóstico técnico aprofundado, interpretar os dados regionais coletados (com média aproximada de R$ 2,138/L) e propor cenários e recomendações práticas direcionadas a produtores, indústrias e formuladores de políticas.
Diagnóstico Nacional e Análise Descritiva dos Dados Regionais
Em 27 de janeiro de 2026, o cenário do mercado lácteo brasileiro reflete a persistência das pressões observadas no final do ano anterior. Após um ano de 2025 marcado por quedas expressivas nos preços ao produtor e elevados custos operacionais, o setor inicia 2026 com cautela. Na primeira quinzena de janeiro, o preço médio nacional do leite spot registrou R$ 1,74 por litro, mantendo-se estável em patamares baixos [Fonte: MilkPoint]. Essa realidade contrasta com as expectativas de recuperação, delineando um ambiente desafiador para toda a cadeia produtiva.
A análise da base de 34 observações regionais, coletadas no final de janeiro de 2026, embora pontual, oferece um retrato granular das diversas realidades locais. Enquanto a Média Brasil do Cepea, referente a novembro de 2025, indicava um valor de R$ 2,1122/L (deflacionado) [Fonte: Conexão Safra], o diagnóstico regional atual sugere uma notável dispersão. A desaceleração no crescimento da produção, projetada entre 2% e 2,5% para 2026 pelo Rabobank, após um avanço de quase 7% em 2025, pode impactar o equilíbrio entre oferta e demanda. Contudo, os desafios estruturais e a pressão das importações seguem como fatores determinantes [Fonte: Rabobank].
Estatísticas Descritivas Regionais
Os dados regionais coletados em 27 de janeiro de 2026 revelam uma significativa heterogeneidade nos preços pagos ao produtor. A média ponderada das médias regionais alcançou R$ 2,138/L, um valor que se alinha, embora marginalmente superior, à Média Brasil do Cepea de novembro de 2025, de R$ 2,1122/L [Fonte: Conexão Safra]. A dispersão, no entanto, é acentuada, com a mediana estabelecida em R$ 2,110/L e um desvio padrão de R$ 0,285/L. A amplitude de preços é notável, com o mínimo registrado em R$ 1,675/L na região metropolitana do Rio de Janeiro (RJ) e o máximo em R$ 2,79/L em Avaré, no interior de São Paulo (SP).
É preocupante notar que cerca de 23,5% das regiões pesquisadas apresentaram média de preços inferior a R$ 2,00/L, evidenciando a vulnerabilidade de uma parcela considerável dos produtores. Essa faixa de preço está, inclusive, abaixo do custo médio de produção, estimado em aproximadamente R$ 2,20/L por entidades do setor [Fonte: O Presente Rural], o que sugere uma operação deficitária para muitos produtores. A comparação direta com o indicador Cepea de novembro de 2025 (R$ 2,1122/L) indica que, enquanto algumas regiões mantiveram ou até superaram esse patamar, outras enfrentam um cenário de severa desvalorização.
| UF | Cidade | Padrão Mínimo (R$/L) | Média Regional (R$/L) |
|---|---|---|---|
| RJ | Rio de Janeiro | 1,60 | 1,675 |
| TO | Palmas | 1,60 | 1,750 |
| SP | São Carlos | 1,60 | 1,800 |
| BA | Feira de Santana | 1,60 | 1,850 |
| CE | Fortaleza | 1,60 | 1,900 |
| PE | Caruaru | 1,60 | 1,950 |
| MA | Imperatriz | 1,60 | 1,980 |
| PA | Belém | 1,60 | 1,990 |
| AL | Maceió | 1,60 | 2,000 |
| RN | Natal | 1,60 | 2,000 |
| CE | Juazeiro do Norte | 1,60 | 2,010 |
| RS | Pelotas | 1,60 | 2,020 |
| MG | Montes Claros | 1,60 | 2,030 |
| PR | Ponta Grossa | 1,60 | 2,050 |
| SP | Ribeirão Preto | 1,60 | 2,080 |
| SC | Lages | 1,60 | 2,100 |
| GO | Jataí | 1,60 | 2,120 |
| RS | Passo Fundo | 1,60 | 2,150 |
| MT | Sinop | 1,60 | 2,180 |
| RJ | Campos dos Goytacazes | 1,60 | 2,200 |
| ES | Colatina | 1,60 | 2,220 |
| MS | Dourados | 1,60 | 2,230 |
| DF | Brasília | 1,60 | 2,240 |
| MG | Pouso Alegre | 1,60 | 2,250 |
| SP | Bauru | 1,60 | 2,280 |
| PR | Toledo | 1,60 | 2,300 |
| GO | Rio Verde | 1,60 | 2,350 |
| SC | Chapecó | 1,60 | 2,380 |
| RS | Santa Rosa | 1,60 | 2,400 |
| MG | Patos de Minas | 1,60 | 2,450 |
| PR | Cascavel | 1,60 | 2,500 |
| MG | Uberlândia | 1,60 | 2,580 |
| MG | Governador Valadares | 1,60 | 2,650 |
| SP | Avaré | 1,60 | 2,790 |
1 Média ponderada das médias regionais: R$ 2,138/L 2 Mediana das médias regionais: R$ 2,110/L 3 Desvio padrão das médias regionais: R$ 0,285/L 4 Mínimo: R$ 1,675/L (Rio de Janeiro – RJ) 5 Máximo: R$ 2,790/L (Avaré – SP) 6 Percentagem de regiões com média abaixo de R$ 2,00/L: 23,5% (8 de 34 regiões) | |||
A interpretação técnica desses dados regionais revela a formação de clusters de preços e a persistência de assimetrias significativas no setor. Regiões como Avaré (SP), Governador Valadares (MG) e o Triângulo Mineiro (representado por Uberlândia – MG) emergem como polos com preços mais elevados. Isso pode refletir uma maior capacidade de absorção de tecnologia, maior concentração de indústria processadora ou características logísticas mais favoráveis [Fonte: Canal do Leite]. Em contraste, áreas como Rio de Janeiro (RJ), Palmas (TO) e São Carlos (SP) mostram-se mais vulneráveis, com preços que mal cobrem os custos de produção. Isso pode indicar menor competitividade, mercados menos dinâmicos ou maior influência de fatores externos, como as importações.
Para aprimorar a compreensão dessas dinâmicas, recomenda-se a visualização dos dados por meio de um heatmap por Unidade Federativa (UF) para destacar as variações de preços estaduais; um boxplot por estado para analisar a dispersão intraestadual; e um mapa de risco para categorizar as regiões com base na proximidade dos preços ao custo de produção e à rentabilidade mínima. É importante ressaltar que estas conclusões são baseadas na integração dos dados regionais fornecidos, em alinhamento com os indicadores do Cepea e as análises macroeconômicas da CONAB e de outros agentes do setor. As limitações incluem a natureza pontual da amostra (27 de janeiro de 2026) e a ausência de séries temporais para cada localidade, o que impede uma análise evolutiva mais aprofundada. Como próximos passos, sugere-se a validação desses dados com levantamentos contínuos e a incorporação de informações sobre custos de produção e volumes comercializados por região, a fim de oferecer um panorama ainda mais robusto e assertivo sobre a saúde do produtor de leite brasileiro.
Conclusões e Recomendações
A análise converge para quatro mensagens claras:
- Os preços ao produtor iniciaram 2026 sob pressão, operando próximos ao ponto de equilíbrio para muitos estabelecimentos;
- A oferta de leite permanece elevada após o recorde de 2025, mas projeta-se uma desaceleração no crescimento (estimado entre 2% e 2,5% em 2026);
- Os custos com ração e as importações de leite em pó continuam a exercer pressão sobre as margens;
- A implementação de ações regionais e segmentadas — como gestão de custos, agregação de valor e políticas de comércio — é essencial para mitigar os riscos.
Recomenda-se a atualização periódica das séries do Cepea/CONAB e a realização de simulações de margem por propriedade, visando um planejamento mais eficaz.
Fontes
- Canal do Leite – Produção de leite no Brasil: por estados e regiões. Data de Acesso: 27 de janeiro de 2026.
- Conexão Safra – Preço do leite segue em queda no campo, aponta Cepea. Data de Acesso: 27 de janeiro de 2026.
- MilkPoint – Leite Spot: Confira valores da primeira quinzena de janeiro/26. Data de Acesso: 27 de janeiro de 2026.
- O Presente Rural – Preços em queda e importações pressionam leite em 2025, com perspectivas de recuperação gradual em 2026. Data de Acesso: 27 de janeiro de 2026.
- Rabobank – Leite: Perspectivas 2026. Data de Acesso: 27 de janeiro de 2026.
Fonte: Scot Consultoria
