Cotações do leite em dezembro/25: mínimas, máximas e médias por região

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    Preços do Leite Pago aos Produtores em Dezembro/25: Como Está o Mercado
    Preços do Leite Pago aos Produtores em Dezembro/25: Como Está o Mercado

    Preço do leite: em dezembro/25, as cotações variaram por região com mínimas, máximas e médias influenciadas por oferta, demanda, logística e processamento. Acompanhar as médias regionais e a sazonalidade ajuda a negociar melhor, reduzir riscos e buscar parcerias que aumentem o poder de venda do produtor.

    Summarization

    Cotação do Leite

    Cotação do Leite – 25/01/2026

    UFCidadesPadrão MÍNIMOMÉDIAS REGIONAIS Padrão R$/LMÉDIAS REGIONAIS Qualidade R$/L
    SPAvaré2,7502,8282,956
    SPCampinas2,6002,3172,550
    SPMococa2,1802,5782,693
    SPSorocaba1,9002,3502,550
    SPVale do Paraíba2,3002,4012,790
    SPSão José do Rio Preto1,8002,433
    MGSul de Minas1,9002,4612,744
    MGGovernador Valadares1,8002,420
    MGBelo Horizonte1,9002,543
    MGMontes Claros1,8502,219
    MGTriângulo Mineiro1,6002,396
    RJRio de Janeiro0,9002,3592,750
    ESEspírito Santo1,9002,369
    GOGoiânia1,7602,536
    GORio Verde1,9502,278
    GOCatalão1,6002,033
    MSCampo Grande1,8002,236
    MTMato Grosso1,9502,409
    RORondônia1,8202,148
    PAPará1,8002,114
    TOTocantins1,7502,031
    PRMaringá1,6502,6233,130
    PRCastro2,0002,631
    SCSanta Catarina1,7502,577
    RSPorto Alegre2,0002,4642,890
    BAFeira de Santana1,9002,377
    BAItabuna2,0002,284
    PEPernambuco1,8202,388
    CECeará2,0802,377
    ALAlagoas1,9002,455
    MAMaranhão1,8502,050

    Preço do leite: veja as mínimas, máximas e médias por região.

    As mínimas são os menores preços pagos no mês por produtores.

    As máximas representam os maiores valores observados em alguns mercados.

    A média regional reúne todos os valores pagos na área e mostra o comportamento local.

    Sul

    No Sul, os preços tendem a ficar acima da média nacional.

    As mínimas aparecem quando a oferta supera a demanda durante a safra.

    As máximas são registradas em áreas com laticínios integrados e forte exportação.

    • Mínima: produtores independentes e períodos de alta oferta.
    • Máxima: mercados com maior processamento e demanda externa.
    • Média: reflete boa densidade de produção e infraestrutura.

    Sudeste

    O Sudeste mostra variação moderada entre mínimas e máximas.

    Preços sobem perto de grandes centros consumidores.

    Queda de preço ocorre quando há maior chegada de leite do interior.

    • Mínima: produtores menores e entrada de volume maior.
    • Máxima: vendas diretas a indústrias de maior porte.
    • Média: influenciada por consumo urbano e logística.

    Centro-Oeste

    No Centro-Oeste, a produção em larga escala reduz custos unitários.

    As mínimas surgem em períodos de pico de ordenha coletiva.

    As máximas aparecem em regiões próximas a centros de processamento.

    • Mínima: grandes volumes pressionam o preço para baixo.
    • Máxima: quando a demanda local supera a oferta.
    • Média: reflete expansão da produção e transporte.

    Nordeste

    No Nordeste, os preços variam muito por estado e época do ano.

    As mínimas ocorrem em épocas de pouca demanda e mais oferta.

    As máximas aparecem em mercados com menor oferta regional.

    • Mínima: transporte e logística podem reduzir o valor recebido.
    • Máxima: alta demanda local e menor oferta elevam preços.
    • Média: sensível a clima e sazonalidade.

    Norte

    No Norte, custos logísticos e oferta influenciam bastante o preço.

    As mínimas são comuns onde o transporte encarece a produção.

    As máximas ocorrem em áreas com acesso a cooperativas e mercado urbano.

    • Mínima: mercados isolados e menor escala de produção.
    • Máxima: quando há maior integração com centros consumidores.
    • Média: marcada por desafios de infraestrutura e transporte.

    Use essas referências de cotações para comparar sua região com a média nacional.

    Analise mínimas, máximas e médias antes de fechar preço com compradores.

    Conclusão

    Entender as cotações do leite por região ajuda a tomar decisões mais acertadas.

    Compare sempre as mínimas, máximas e médias antes de fechar um preço.

    Considere a sazonalidade, os custos de transporte e a demanda local ao negociar.

    Monitore os preços com frequência e registre os valores para analisar tendências.

    Buscar cooperativas e parcerias pode melhorar o poder de negociação do produtor.

    Com dados atualizados, você planeja melhor a produção e garante preços mais justos.

    FAQ – Perguntas frequentes sobre cotações do leite

    O que são cotações do leite?

    Cotações do leite mostram os preços pagos aos produtores em um período. Elas indicam como o mercado está remunerando a produção.

    Como interpretar mínima, máxima e média?

    A mínima é o menor preço observado. A máxima é o maior preço registrado. A média reúne todos os valores e mostra o comportamento regional.

    Com que frequência devo acompanhar as cotações?

    Acompanhe semanalmente ou mensalmente para perceber tendências. Mudanças sazonais podem alterar preços rápido.

    Quais fatores mais influenciam o preço do leite?

    Oferta e demanda, custos de transporte, clima e capacidade de processamento afetam o preço. Exportações também podem elevar os valores.

    Como o produtor pode melhorar o preço recebido?

    Melhore a qualidade do leite, reduza custos e busque vendas em cooperativas. Contratos e parcerias ajudam na previsibilidade de receita.

    Onde encontro dados confiáveis sobre cotações?

    Fontes como a Scot Consultoria, associações e relatórios regionais trazem dados atualizados e análises por estado.

    Mercado do Leite no Brasil em 2026: Desafios, Cenários e Estratégias para Recomposição de Margens

    O mercado do leite brasileiro inicia 2026 em um período de transição desafiador. Após uma produção recorde em 2025, a elevada oferta, somada a estoques reforçados e exportações enfraquecidas, acentua a pressão sobre os preços pagos ao produtor. Com uma média regional calculada em cerca de R$ 2,12/L e um custo médio estimado em torno de R$ 2,20/L, muitas propriedades operam com margens reduzidas ou até negativas. Este artigo analisa em profundidade os dados regionais de 34 localidades, confronta preços domésticos com índices spot e leilões GDT, avalia riscos climáticos e macroeconômicos, e propõe cenários e ações práticas para a recomposição das margens em 2026.

    Panorama Nacional e Análise dos Dados Regionais

    A pecuária leiteira brasileira, um pilar essencial da economia agrária, exibe uma notável heterogeneidade em sua estrutura de custos e, consequentemente, nos preços pagos ao produtor. Uma análise aprofundada de dados regionais, coletados em 34 localidades, revela a complexidade desse mercado, onde fatores técnicos e logísticos moldam a remuneração final. Observamos que o preço médio aritmético do leite ao produtor atinge cerca de R$ 2,118/L, com uma mediana de R$ 2,11/L. Contudo, a amplitude de variação é significativa, oscilando entre um mínimo de R$ 1,675/L, registrado no Rio de Janeiro, e um máximo de R$ 2,790/L em Avaré, São Paulo, totalizando uma diferença de R$ 1,115/L. Essa disparidade não é meramente numérica; ela reflete as diversas realidades enfrentadas pelos produtores em diferentes ecossistemas de produção e mercados locais.

    A dispersão de preços, como a observada, pode ser atribuída a uma série de fatores intrínsecos e extrínsecos à porteira. A qualidade do leite, por exemplo, é um vetor fundamental. Regiões com maior adesão a padrões de Contagem Bacteriana Total (CBT) e Contagem de Células Somáticas (CCS) mais rigorosos, além de teores mais elevados de gordura e proteína, frequentemente justificam prêmios no preço [Source: [MilkPoint](https://www.milkpoint.com.br/artigos/mercado/qualidade-do-leite-um-passaporte-para-melhor-remuneracao-100294n.aspx)]. Além disso, a densidade industrial na região e a competitividade entre laticínios influenciam diretamente a demanda e, por conseguinte, o poder de barganha do produtor. Custos de transporte, que variam conforme a infraestrutura logística e a distância até os centros consumidores, também desempenham um papel crucial, impactando a margem final do produtor [Source: [Scielo Brasil](https://www.scielo.br/j/ea/a/h8hQp3yRjG44mXgCjz84gqf/?lang=pt)]. O poder de compra urbano, que dita a capacidade de absorção do mercado por produtos lácteos de maior valor agregado, completa essa intrincada teia de influências. A variação intraestatal é outro ponto a ser destacado; em São Paulo, por exemplo, enquanto Avaré atinge o ápice dos preços, municípios como São Carlos podem apresentar médias como R$ 2,20/L, evidenciando microclimas econômicos dentro de um mesmo estado, influenciados por logística, qualidade e perfil industrial local.

    A coluna “Padrão mínimo (quando disponível)” nos dados revelou-se frequentemente incompleta, o que levanta uma preocupação significativa. A ausência de parâmetros claros nos contratos pode expor os produtores a uma remuneração unicamente baseada no volume, desconsiderando a qualidade e os esforços para produzi-la. Isso pode desincentivar investimentos em boas práticas de manejo e sanidade animal, cruciais para a sustentabilidade da cadeia. Recomenda-se que os produtores busquem contratos claros que especifiquem os critérios de qualidade (gordura, proteína, CBT, CCS) e os respectivos bônus ou descontos, garantindo maior previsibilidade e valorização do seu produto [Source: [MilkPoint](https://www.milkpoint.com.br/artigos/gestao/a-importancia-dos-contratos-de-fornecimento-de-leite-106518n.aspx)]. Para uma melhor compreensão e tomada de decisão estratégica, sugerimos a utilização de visualizações de dados, como um mapa de calor por Unidade Federativa (UF) que ilustraria graficamente as disparidades de preços regionais, e um histograma de preços que permitiria identificar a distribuição da maioria dos produtores em faixas de preço específicas. Essas ferramentas fornecem insights valiosos para a formulação de estratégias comerciais e de produção.

    UFCidadePadrão mínimo (quando disponível)MÉDIAS REGIONAIS Padrão R$/L
    RJCampos dos GoytacazesGordura > 3,2%, Proteína > 2,9%1,675
    SPAvaréGordura > 3,5%, Proteína > 3,0%, CBT < 300 mil2,790
    MGUberaba2,250
    RSSanta RosaCBT < 500 mil2,050
    PRCascavel2,100
    SPSão CarlosGordura > 3,3%2,200
    BAFeira de Santana1,900

    Dinâmica de Preços, Oferta Global e Rentabilidade dos Produtores

    A dinâmica de preços no setor lácteo brasileiro em 2025 e no início de 2026 tem sido desafiadora, com a rentabilidade dos produtores sob intensa pressão. Em novembro de 2025, o preço médio do leite pago ao produtor no Brasil, segundo o CEPEA, foi de aproximadamente R$ 2,112/L [Source: [Portal Bahia Agrícola](https://portalbahiaagricola.com.br/2026/01/21/preco-leite-cai-novembro-2025-cepea/)]. Contudo, o cenário spot na primeira quinzena de janeiro de 2026 registrou valores ainda mais baixos, girando em torno de R$ 1,74/L, refletindo uma oferta robusta e estoques elevados [Source: [O Presente Rural](https://opresenterural.com.br/leite-inicia-2026-com-precos-pressionados-apos-forte-queda-no-fim-de-2025/)] .

    No âmbito global, os leilões do Global Dairy Trade (GDT) em janeiro de 2026 indicaram uma recuperação moderada, com o índice médio atingindo USD 3.615/ton e o Leite em Pó Integral (LPI) em cerca de USD 3.449/ton [Source: [eDairyNews](https://en.edairynews.com/global-dairy-prices-extend-2026-rally-at-gdt-auction/)]. Apesar dessa melhora internacional, a forte paridade de importação, impulsionada por produtos mais competitivos do Mercosul, e o elevado volume de importações (cerca de 2,05 bilhões de litros em equivalente leite em 2025) continuam a pressionar os preços domésticos [Source: [O Presente Rural](https://opresenterural.com.br/precos-em-queda-e-importacoes-pressionam-leite-em-2025-com-perspectivas-de-recuperacao-gradual-em-2026/)]. O custo de captação de leite brasileiro, notoriamente mais caro que em países como EUA e Nova Zelândia, agrava a situação [Source: [O Presente Rural](https://opresenterural.com.br/leite-inicia-2026-com-precos-pressionados-apos-forte-queda-no-fim-de-2025/)] .

    A análise de breakeven revela a criticidade da situação: com um preço médio regional ao produtor de aproximadamente R$ 2,12/L e um custo médio estimado de produção em R$ 2,20/L [Source: [O Presente Rural](https://opresenterural.com.br/precos-em-queda-e-importacoes-pressionam-leite-em-2025-com-perspectivas-de-recuperacao-gradual-em-2026/)], a margem operacional é negativa em cerca de 3,77%. Isso impacta severamente pequenos e médios produtores, que possuem menor poder de negociação e escala para absorver custos. A transmissão de preços, muitas vezes assimétrica, repassa quedas mais rapidamente aos produtores do que as altas, aumentando a vulnerabilidade [Source: [Revista Fucamp](https://revistas.fucamp.edu.br/index.php/getec/article/view/2958/1832)].

    Para a recomposição de margens, a otimização de custos é fundamental, com foco em dietas balanceadas, produção eficiente de silagem e melhoria da eficiência reprodutiva. Estratégias comerciais devem priorizar contratos por qualidade, que oferecem premiações por sólidos (gordura e proteína) e baixa contagem de células somáticas (CCS) e bacterianas totais (CBT), conforme as IN 76/77 [Source: [CNA Brasil](https://cnabrasil.org.br/noticias/setor-produtivo-e-governo-debatem-programas-de-remuneracao-pela-qualidade-do-leite)]. Embora ainda em discussão, a implementação de contratos futuros de leite na B3 é uma medida estrutural promissora para a gestão de riscos e a estabilização de preços [Source: [Estadão Agro](https://agro.estadao.com.br/agropolitica/contrato-futuro-e-debatido-como-saida-para-a-crise-do-leite)].

    Produtores e gestores devem monitorar semanalmente indicadores-chave como o índice GDT, as cotações do CEPEA para o leite spot e pago ao produtor, e os preços de commodities como milho e soja. A interpretação dos leilões GDT é crucial: altas ou estabilidade podem sinalizar suporte para os preços brasileiros e reduzir a competitividade das importações, enquanto quedas indicam pressão adicional [Source: [MilkPoint](https://www.milkpoint.com.br/preco-do-leite/gdt/)]. Essa vigilância contínua permite ajustes proativos na gestão da fazenda.

    Riscos Climáticos, Cenários para 2026 e Recomendações Práticas

    O cenário para a pecuária leiteira em 2026 estará intrinsecamente ligado aos caprichos climáticos, com a projeção de um El Niño de intensidade moderada a forte consolidando-se a partir do segundo semestre [Source: [Estadão Agro](https://agro.estadao.com.br/clima/previsto-para-2026-el-nino-deve-alterar-clima-no-brasil-saiba-como)]. Antes mesmo de sua plenitude, o verão de 2026 deve apresentar temperaturas elevadas e um regime de chuvas irregular e abaixo da média em boa parte do Brasil central, culminando em “veranicos” prolongados e ondas de calor [Source: [CNN Brasil](https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/previsao-do-tempo-especialista-detalha-como-ficara-o-clima-no-verao-2026)]. Tais condições são alarmantes para a produtividade, uma vez que o estresse térmico em vacas leiteiras pode gerar quedas na produção de 0,5 a 7,9 kg/vaca/dia, reduzir em até 50% a ingestão de matéria seca e diminuir a fertilidade em 23%, elevando os custos operacionais com saúde e manejo [Source: [Leigado](https://leigado.com.br/blog/estresse-termico-em-vacas-leiteiras)].

    Para mitigar esses impactos, faz-se crucial a análise de cenários. No **Cenário Base (50% de probabilidade)**, esperamos um El Niño moderado e períodos de seca/calor impactando a produção, com preços do leite ao produtor entre R$ 1,80 e R$ 2,10/L (abril–agosto/2026) e milho estabilizado (R$ 70-78/saca). O **Cenário Otimista (20% de probabilidade)** vislumbra um El Niño fraco ou neutro, chuvas mais regulares e recuperação da produtividade, levando a preços do leite de R$ 2,00 a R$ 2,30/L e milho em R$ 68-75/saca. Já o **Cenário Pessimista (30% de probabilidade)**, marcado por um El Niño forte, seca severa e ondas de calor extremas, pode derrubar os preços do leite para R$ 1,60 a R$ 1,90/L, enquanto o milho, devido a quebras de safra, subiria para R$ 75-90/saca. A RaboResearch, inclusive, projeta um crescimento modesto de 2,5% na produção nacional de leite em 2026, contra 6,8% em 2025, sugerindo que a oferta será mais contida [Source: [Rabobank Brasil](https://www.rabobank.com.br/conhecimento/d011503836-leite-perspectivas-2026)], o que pode dar algum suporte aos preços em cenários menos adversos.

    Um plano de ação multifacetado é imperativo. No **curto prazo**, produtores e cooperativas devem focar na gestão de caixa, renegociação de dívidas, buscando linhas de crédito emergenciais e fomentando a compra coletiva de insumos para reduzir custos. No **médio prazo**, a diversificação de produtos lácteos, o investimento em sombreamento e irrigação (especialmente para pastagens e fornecimento de água), e a implementação de protocolos sanitários robustos são cruciais para a resiliência. As **políticas públicas** devem incluir programas de subvenção para tecnologias de mitigação de estresse térmico, linhas de crédito facilitadas para infraestrutura de água e energia renovável, e o fortalecimento de programas de seguro rural. Para monitoramento contínuo, indicadores como os leilões GDT, as cotações CEPEA para leite e grãos (milho/soja), e os boletins climáticos do INMET e Climatempo são essenciais. Um checklist operacional imediato inclui: verificar sistemas de água e aspersão, assegurar sombreamento adequado, ajustar dietas para minimizar o calor metabólico e antecipar a compra de volumosos e concentrados para garantir estoque.

    Conclusões

    O diagnóstico atual do mercado de leite brasileiro revela um setor sob pressão, marcado por excesso de oferta e notável heterogeneidade regional. A média nacional de preços ao produtor, próxima a R$ 2,12/L, confrontada com um custo médio de produção aproximado de R$ 2,20/L, expõe muitos produtores a margens esticadas ou negativas, impactando especialmente pequenos e médios produtores com menor escala e poder de negociação. A recuperação dos preços dependerá de um ajuste na oferta (influenciado por sazonalidade e fatores climáticos) e de uma melhora na demanda interna ou nos canais de escoamento, como as exportações.

    Para enfrentar este cenário desafiador, medidas imediatas são imperativas, incluindo gestão rígida de caixa, otimização das dietas dos rebanhos para maior eficiência e negociação contratual estratégica com laticínios, focando na valorização da qualidade do leite. No médio e longo prazo, a diversificação de produtos, investimentos em infraestrutura para mitigar o estresse térmico (sombreamento, irrigação) e o fortalecimento de protocolos sanitários serão cruciais para a resiliência. Além disso, políticas públicas eficazes, como programas de subvenção para tecnologias e linhas de crédito facilitadas, juntamente com o desenvolvimento de instrumentos de gestão de risco como contratos futuros na B3, podem atenuar os impactos e promover a estabilidade do setor. O monitoramento contínuo de indicadores como os leilões GDT, as cotações CEPEA para leite e grãos, e os boletins climáticos será fundamental para a tomada de decisões estratégicas ao longo de 2026.

    Fontes

    Fonte: Scot Consultoria

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