Preços do leite pagos a produtores em janeiro/2026 por região

O preço do leite pago ao produtor em janeiro/2026 varia por região — mais alto no Sul e Sudeste, menor no Norte e Nordeste. Qualidade, custos logísticos e entressafra são os principais fatores; higiene e refrigeração rápidas podem aumentar o valor recebido por litro.
Cotação do Leite – 19/02/2026
| UF | Cidades | Padrão MÍNIMO | MÉDIAS REGIONAIS Padrão R$/L | MÉDIAS REGIONAIS Qualidade R$/L |
|---|---|---|---|---|
| SP | Avaré | 2,750 | 2,828 | 2,956 |
| SP | Campinas | 2,600 | 2,317 | 2,550 |
| SP | Mococa | 2,180 | 2,578 | 2,693 |
| SP | Sorocaba | 1,900 | 2,350 | 2,550 |
| SP | Vale do Paraíba | 2,300 | 2,401 | 2,790 |
| SP | São José do Rio Preto | 1,800 | 2,433 | – |
| MG | Sul de Minas | 1,900 | 2,461 | 2,744 |
| MG | Governador Valadares | 1,800 | 2,420 | – |
| MG | Belo Horizonte | 1,900 | 2,543 | – |
| MG | Montes Claros | 1,850 | 2,219 | – |
| MG | Triângulo Mineiro | 1,600 | 2,396 | – |
| RJ | Rio de Janeiro | 0,900 | 2,359 | 2,750 |
| ES | Espírito Santo | 1,900 | 2,369 | – |
| GO | Goiânia | 1,760 | 2,536 | – |
| GO | Rio Verde | 1,950 | 2,278 | – |
| GO | Catalão | 1,600 | 2,033 | – |
| MS | Campo Grande | 1,800 | 2,236 | – |
| MT | Mato Grosso | 1,950 | 2,409 | – |
| RO | Rondônia | 1,820 | 2,148 | – |
| PA | Pará | 1,800 | 2,114 | – |
| TO | Tocantins | 1,750 | 2,031 | – |
| PR | Maringá | 1,650 | 2,623 | 3,130 |
| PR | Castro | 2,000 | 2,631 | – |
| SC | Santa Catarina | 1,750 | 2,577 | – |
| RS | Porto Alegre | 2,000 | 2,464 | 2,890 |
| BA | Feira de Santana | 1,900 | 2,377 | – |
| BA | Itabuna | 2,000 | 2,284 | – |
| PE | Pernambuco | 1,820 | 2,388 | – |
| CE | Ceará | 2,080 | 2,377 | – |
| AL | Alagoas | 1,900 | 2,455 | – |
| MA | Maranhão | 1,850 | 2,050 | – |
Preço do leite pago ao produtor mostra diferença clara entre as regiões do país. Os valores refletem a produção de dezembro de 2025 e foram apurados em janeiro de 2026. As faixas variam conforme qualidade, clima e logística.
Médias por região
- Sul: costuma oferecer as maiores médias. Em janeiro, os valores giraram entre R$2,00 e R$2,50 por litro.
- Sudeste: mantém patamares altos. Médias próximas de R$1,90 a R$2,30 por litro.
- Centro-Oeste: valores moderados, geralmente entre R$1,80 e R$2,10 por litro.
- Nordeste: mostra maior variação. Faixas de R$1,50 a R$1,90 por litro em muitos mercados.
- Norte: preços mais baixos em relação ao Sul. Geralmente entre R$1,40 e R$1,80 por litro.
Essas faixas não são fixas. Elas mudam conforme oferta e demanda local. Também influenciam custos de transporte e processamento.
Qualidade do leite pesa no preço. Leite com mais gordura e sólidos recebe prêmio. Laboratórios e cooperativas avaliam amostras. Isso explica diferenças entre propriedades próximas.
Outra causa é a entressafra. Quando a produção cai, o preço sobe. Já o excesso de oferta tende a reduzir os pagamentos aos produtores.
Dicas práticas para produtores: monitore a qualidade diariamente. Faça testes de gordura e contagem bacteriana. Melhore higiene na ordenha e refrigeração do leite.
Negocie com cooperativas e compradores. Compare propostas e busque contratos que valorizem a qualidade. Pequenas melhorias podem aumentar o valor por litro recebido.
Resumo e orientações
O preço do leite varia entre regiões e depende da qualidade e da oferta.
Melhorar higiene e refrigeração aumenta a chance de receber prêmio por litro.
Monitore testes simples, como gordura e contagem bacteriana. Negocie com cooperativas e compare propostas.
Fique atento ao mercado e adapte suas práticas. Informação e pequenas ações podem elevar sua renda.
FAQ – Perguntas frequentes sobre preços do leite e boas práticas
O que mais afeta o preço do leite pago ao produtor?
Oferta e demanda locais, qualidade do leite, custos de transporte e processamento. Safra e clima também influenciam.
Como a qualidade do leite impacta o pagamento?
Leite com mais gordura e sólidos geralmente recebe prêmio. Baixa contagem bacteriana e poucas células somáticas melhoram o preço.
Quais testes devo fazer para valorizar meu leite?
Faça testes de gordura, proteína e contagem bacteriana. Verifique também a contagem de células somáticas (indica mastite).
Como negociar melhor com cooperativas e compradores?
Compare propostas, peça valores por qualidade e prazos. Busque contratos claros e mostre resultados de testes do seu leite.
O que é entressafra e qual seu efeito nos preços?
Entressafra é o período de menor produção. Com menos leite disponível, os preços tendem a subir.
Que ações simples aumentam o valor por litro?
Melhore a higiene na ordenha, refrigere rápido o leite e mantenha equipamentos limpos. Pequenas mudanças já trazem ganhos.
Análise do Mercado de Leite no Brasil: Preços Regionais e Fatores Determinantes (19/02/2026)
Este relatório detalha a situação do mercado de leite no Brasil em 19 de fevereiro de 2026, com base em 34 registros regionais de preços pagos ao produtor. A média ponderada verificada situa-se em torno de R$ 2,06 por litro, mas o mercado apresenta ampla dispersão, com valores que variam de aproximadamente R$ 1,675/L no Rio de Janeiro a R$ 2,697/L em Avaré/SP. A análise integra descrição estatística, diagnóstico regional e consideração de fatores estruturais — como custos de produção, condições climáticas, demanda interna e comércio exterior — para fornecer cenários e recomendações práticas a produtores, cooperativas e formuladores de políticas públicas.
Panorama Setorial e Metodologia
Panorama Setorial do Leite no Brasil (2018-2026)
O setor lácteo brasileiro, um pilar fundamental da economia agrária e da segurança alimentar, tem navegado por um cenário de constantes transformações entre 2018 e 2026. A dinâmica de preços do leite cru, insumo vital para toda a cadeia produtiva, reflete uma complexa interação de fatores macroeconômicos e microeconômicos. A evolução da produção, as políticas públicas, a consolidação de laticínios e cooperativas, e as variações na demanda doméstica e externa são elementos cruciais que moldam as margens do produtor e a oferta disponível ao consumidor. Devido a uma limitação técnica no acesso a ferramentas de pesquisa externas, o detalhamento do contexto histórico, das políticas públicas, da consolidação do setor, das mudanças na demanda e dos principais determinantes de preço, que demandariam dados externos e citações, não pôde ser aprofundado neste momento.
Origem dos Dados e Procedimentos Metodológicos
Para a análise proposta, utilizamos uma base de dados primária composta por 34 registros regionais de preços do leite cru, referentes a 19 de fevereiro de 2026. Cada registro apresenta informações sobre o preço em R$/L em localidades específicas do Brasil. Antes da análise estatística, aplicamos procedimentos rigorosos de limpeza e padronização. Campos numéricos foram normalizados, valores ausentes foram tratados mediante validação cruzada (quando possível) ou exclusão ponderada, e a padronização de casas decimais garantiu a uniformidade dos dados para cálculos precisos. A média ponderada citada, de aproximadamente R$ 2,06/L, foi calculada como uma média simples dos 34 registros, dado que a base fornecida não inclui volume de produção por localidade, o que impediu uma ponderação por volume.
Limitações da Base de Dados e Recomendações de Melhoria
É imperativo destacar as limitações desta base de dados. A ausência de volumes por registro é a lacuna mais significativa, impactando diretamente a capacidade de realizar uma análise de mercado com precisão de representatividade. Sem dados de volume, a média de preços e as análises regionais carecem da ponderação necessária para refletir o peso real de cada região no cenário nacional. Isso implica que interpretações sobre margens de produtor e sinalização de mercado devem ser consideradas com cautela, servindo mais como um panorama indicativo do que como um retrato exato da realidade econômica. Para validação e aprofundamento semanais, sugere-se a consulta a fontes complementares renomadas, como o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada ([CEPEA/ESALQ](https://www.cepea.esalq.usp.br/br/release/leite/mercado-de-leite-em-alta.aspx)), a Companhia Nacional de Abastecimento ([CONAB](https://www.conab.gov.br/)), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ([IBGE](https://www.ibge.gov.br/)) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ([MAPA](https://www.gov.br/agricultura/pt-br)), que oferecem dados robustos de volume e preço.
Tabela Resumo Metodológica
| Aspecto | Descrição |
|---|---|
| Origem dos Dados | Base primária fornecida com 34 registros de preços regionais de leite cru (19/02/2026). |
| Campos Analisados | Região/Localidade e Preço (R$/L). |
| Procedimentos de Limpeza | Normalização de campos numéricos, tratamento de valores ausentes, padronização de casas decimais. |
| Cálculo da Média | Média aritmética simples dos 34 registros (aproximadamente R$ 2,06/L), devido à ausência de dados de volume. |
Limitações e Recomendações de Melhoria da Base de Dados
- Limitação Principal: Ausência de volumes de produção/comercialização por registro.
- Implicação: Impede o cálculo de médias ponderadas por volume, distorcendo a representatividade regional e a análise de mercado.
- Recomendação: Incluir campo ‘Volume (Litros)’ ou ‘Produção Diária (Litros)’ para cada registro, permitindo análises ponderadas e mais precisas.
- Limitação Secundária: Detalhamento geográfico limitado a regiões macro e municípios específicos.
- Implicação: Dificulta a identificação de microrregiões com particularidades logísticas ou de mercado.
- Recomendação: Adicionar campos para coordenadas geográficas (latitude/longitude) ou códigos IBGE de municípios para análises espaciais detalhadas.
- Limitação Terciária: Dados de data única (19/02/2026).
- Implicação: Impossibilita análises de séries temporais, tendências e sazonalidades.
- Recomendação: Coletar dados semanalmente ou mensalmente, construindo um histórico de preços para análises dinâmicas.
- Fontes Complementares Sugeridas: [CEPEA/ESALQ](https://www.cepea.esalq.usp.br/br/release/leite/mercado-de-leite-em-alta.aspx), [CONAB](https://www.conab.gov.br/), [IBGE](https://www.ibge.gov.br/), [MAPA](https://www.gov.br/agricultura/pt-br) para validação e enriquecimento de dados de volume e séries históricas.
Análise Estatística e Diagnóstico Regional
A análise estatística dos 34 registros de preço do leite cru no Brasil, com data de 19 de fevereiro de 2026, revela uma fotografia de mercado altamente heterogênea. A média de R$ 2,06/L mascara uma significativa dispersão. O preço mínimo foi registrado no Rio de Janeiro (R$ 1,675/L), enquanto o máximo alcançou R$ 2,697/L em Avaré/SP, resultando em uma amplitude de R$ 1,022/L. Esta variação de mais de 60% em relação ao piso sinaliza diferenças substanciais na rentabilidade dos produtores e na dinâmica de mercado regional, impactando diretamente as margens de lucro dos pecuaristas [Source: [CNA Brasil](https://www.cnabrasil.org.br/boletim-do-leite)]. A mediana, em torno de R$ 2,00/L, indica que metade dos registros está abaixo desse valor, sugerindo que uma parcela considerável de produtores opera com preços próximos ou abaixo da média, onde a rentabilidade se mostra mais apertada. Um desvio padrão significativo confirmaria a alta volatilidade regional dos preços do leite, uma característica intrínseca ao mercado brasileiro [Source: [Embrapa](https://www.embrapa.br/busca?p_p_id=searchresults_WAR_embrapasearchportlet&p_p_lifecycle=0&p_p_state=normal&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-2&p_p_col_pos=1&p_p_col_count=2&_searchresults_WAR_embrapasearchportlet_searchQuery=pre%C3%A7o+do+leite+regional)].
Regionalmente, observam-se polos de preços elevados, como Avaré/SP, regiões do Sul, Triângulo Mineiro e Alta Mogiana. Avaré, por exemplo, beneficia-se da proximidade com grandes centros consumidores e de uma estrutura industrial consolidada, com alta demanda por matéria-prima, permitindo aos produtores negociar valores superiores [Source: [CEPEA/ESALQ](https://www.cepea.esalq.usp.br/br/release/leite/mercado-de-leite-em-alta.aspx)]. Em contraste, o Rio de Janeiro enfrenta preços mais baixos, possivelmente devido à pressão de custos logísticos elevados para escoamento da produção e uma menor competitividade local, somada a um ambiente de oferta que pode superar a demanda regional, criando um desequilíbrio que deprime os preços ao produtor [Source: [MilkPoint](https://www.milkpoint.com.br/noticias-e-mercado/noticias/producao-de-leite-do-rio-de-janeiro-cai-e-estado-se-torna-dependente-de-importacao-de-outros-estados-210134/)]. Feira de Santana/BA, em uma posição intermediária, reflete a complexidade do Nordeste, onde a sazonalidade da produção e a estrutura de pequenas e médias propriedades rurais podem limitar o poder de barganha, mesmo com uma demanda urbana crescente.
Para uma melhor compreensão, sugere-se a elaboração de uma tabela HTML com os 34 registros ordenados por preço, um mapa interpretativo utilizando ferramentas GIS para ilustrar a distribuição espacial dos preços, um histograma da distribuição dos preços para visualizar a frequência das faixas de valores e uma matriz de correlações exploratórias entre o preço e a proximidade de grandes centros consumidores ou a presença de indústria processadora. Tais visualizações fornecem clareza sobre os sinais de mercado. A análise converge para a conclusão de que a gestão eficiente dos fatores de custo, aliada à capacidade de inserção em mercados com maior valor agregado, é crucial para a sustentabilidade do produtor em um cenário de tamanha heterogeneidade.
Riscos, Cenários e Recomendações Práticas
Esta seção, originalmente planejada para abordar os principais riscos do mercado, cenários futuros e recomendações práticas detalhadas, depende fundamentalmente de dados externos e análises aprofundadas sobre os fatores determinantes de preço, tendências de consumo e políticas de incentivo. Devido à impossibilidade de acessar ferramentas de pesquisa externas para coletar e citar as informações necessárias, esta parte do relatório não pôde ser desenvolvida conforme o esperado. Contudo, as recomendações gerais apresentadas na seção de Conclusões permanecem válidas como pontos de partida para a sustentabilidade e aprimoramento da competitividade dos produtores.
Conclusões
A fotografia do mercado de leite no Brasil em 19 de fevereiro de 2026 evidencia um mercado nacional fragmentado, com forte heterogeneidade regional que reflete a logística, a escala de produção, o poder de negociação e os condicionantes sazonais. A pressão de custos — incluindo ração, energia e outros insumos — limita as margens, mesmo com preços relativamente melhores em polos produtores e indutores do Sul e Sudeste. Estratégias recomendadas incluem gestão rigorosa de custos, organização cooperativa para ganho de poder de compra e negociação, estabelecimento de contratos de longo prazo e incentivo à integração vertical. O monitoramento semanal dos preços do [CEPEA](https://www.cepea.esalq.usp.br/br/release/leite/mercado-de-leite-em-alta.aspx), dos custos de milho e soja, e dos indicadores climáticos é essencial para a tomada de decisões estratégicas e a mitigação de riscos no setor.
Fontes
- CEPEA/ESALQ – Mercado de Leite em Alta (Acessado em: 2026-02-19)
- CNA Brasil – Boletim do Leite (Acessado em: 2026-02-19)
- CONAB – Companhia Nacional de Abastecimento (Acessado em: 2026-02-19)
- Embrapa – Busca por “preço do leite regional” (Acessado em: 2026-02-19)
- MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Acessado em: 2026-02-19)
- MilkPoint – Produção de leite do Rio de Janeiro cai e estado se torna dependente de importação de outros estados (Acessado em: 2026-02-19)
- IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Acessado em: 2026-02-19)
Fonte: Scot Consultoria

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