mega sorgo santa elisa

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Plantar sorgo é quase como ter um seguro silencioso na lavoura: ele pode não chamar tanta atenção quanto o milho, mas costuma ficar em pé quando o clima aperta. Quem trabalha com pecuária sabe: quando a chuva falha, cada hectare produtivo faz diferença na conta do fim do mês.

Nos últimos anos, estudos de instituições brasileiras mostram que áreas com sorgo podem produzir forragem com eficiência mesmo em regiões mais quentes e secas, com consumo de água menor que o do milho para o mesmo volume de matéria seca. Em algumas fazendas, a adoção de híbridos bem escolhidos elevou em até 20% a oferta de volumoso em períodos críticos.

O problema é que muita gente ainda escolhe o sorgo “no escuro”, copia manejo do milho ou segue apenas recomendações genéricas de rótulo. Resultado: lavoura desuniforme, corte no ponto errado, silagem fraca e aquela sensação de que “sorgo não compensa”. A culpa, na maioria das vezes, não é da cultura, mas da forma como ela foi conduzida.

O objetivo deste guia é mostrar, de forma direta e prática, por que o mega sorgo Santa Elisa vem ganhando espaço e como extrair o máximo dele na fazenda. Vamos falar de características agronômicas, manejo de plantio, nutrição, sanidade, uso na pecuária e impacto na rentabilidade, para você decidir com segurança quando e como apostar nesse material.

Indice

O que é o sorgo e por que o mega sorgo Santa Elisa se destaca

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O sorgo é um cereal versátil e muito resistente, usado tanto para grãos quanto para forragem e silagem, especialmente em regiões mais secas. Antes de falar do mega sorgo Santa Elisa, vale entender por que essa planta chamou tanta atenção no mundo todo.

Origem e importância do sorgo no mundo

O sorgo nasceu na África e hoje é o quinto cereal mais produzido do mundo, com algo em torno de 60 milhões de toneladas por ano. Ele ganhou espaço justamente por suportar calor e falta de chuva onde o milho e outros grãos sofrem mais.

Em muitos países da África e da Ásia, o sorgo entra direto na alimentação humana, em mingaus, pães e bebidas. No Brasil, ele vem crescendo no Cerrado e em regiões mais secas, ajudando a baixar o custo da pecuária e garantir volumoso quando a chuva falha.

Principais tipos de sorgo e seus usos

Existem três grandes grupos de sorgo: forrageiro, de grão e doce, cada um com um papel bem definido na fazenda. O sorgo forrageiro, como o IAC Santa Elisa, é usado para silagem e pastejo, com produtividades que podem chegar a 35 a 70 toneladas de massa verde por hectare.

O sorgo de grão entra na formulação de rações e, em alguns lugares, na alimentação humana. Já o sorgo doce é voltado para produção de bioetanol e energia. Em sistemas bem manejados, o sorgo forrageiro atinge por volta de 30% de matéria seca no ponto ideal de ensilagem, garantindo silagem mais firme e nutritiva.

Características que diferenciam o mega sorgo Santa Elisa

O mega sorgo Santa Elisa se destaca pelo porte alto, grande volume de massa verde e forte tolerância à seca. É um material de ciclo mais tardio, com colheita entre 125 e 205 dias, o que permite alongar o período de produção de forragem.

Em condições favoráveis, ele pode chegar a até 5 metros de altura e produzir em torno de 140 toneladas de massa verde por hectare, algo perto de 200% a mais que muitas lavouras de milho para silagem. Outro ponto forte é a capacidade de rebrota: produtores relatam até 3 cortes somando 120 a 130 toneladas por hectare, com custo de silagem estimado perto de R$ 0,06 por kg, o que torna o mega sorgo Santa Elisa uma opção muito competitiva e estratégica para sistemas de pecuária intensiva.”}

Características agronômicas do mega sorgo Santa Elisa

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Quando a gente fala de mega sorgo Santa Elisa, está falando de uma planta feita para produzir muito volumoso com segurança. As características agronômicas desse material explicam por que ele se encaixa tão bem em sistemas intensivos de pecuária.

Crescimento, ciclo e porte das plantas

O mega sorgo Santa Elisa é um sorgo de ciclo tardio, de porte alto e com grande capacidade de perfilhamento e rebrota. Em condições normais, o ciclo varia em torno de 125 a 205 dias, permitindo alongar o período de colheita e ajuste fino do ponto de corte.

O porte costuma ficar entre 2,5 e 5 metros de altura, com muitas folhas e colmos bem desenvolvidos. Em sistemas bem manejados, a produção anual pode chegar a 120 a 140 toneladas de massa verde por hectare, algo próximo de 200% a mais que muitas áreas de milho para silagem, com espaço para 2 a 3 cortes no mesmo plantio.

Perfil radicular e tolerância à seca

O mega sorgo Santa Elisa tem raiz profunda e alta tolerância à seca, o que o torna muito interessante para Cerrado e regiões com chuva irregular. O sistema radicular explora bem camadas mais profundas do solo, o que ajuda a planta a seguir produzindo mesmo com períodos mais longos sem chuva.

Relatos de campo mostram bom desempenho em áreas com chuvas iniciais abaixo de 100 mm e solos com maior presença de alumínio, onde o milho sente mais. Pesquisadores do IAC apontam que o sorgo, de forma geral, é mais resistente ao estresse hídrico que o milho, e o Santa Elisa aproveita bem essa vantagem na prática.

Arquitetura de planta e produtividade de massa verde

A arquitetura do mega sorgo Santa Elisa é pensada para encher o silo: plantas altas, muitas folhas, boa relação folha/colmo e alta produção de massa verde. Para silagem, é comum trabalhar com espaçamento entre 70 e 90 cm e algo em torno de 110 a 140 mil plantas por hectare, buscando colheita no estádio de grão pastoso.

Em situações ideais, a produtividade pode variar de 35 a 70 t/ha de massa verde por corte, chegando a até 140 t/ha por ano em sistemas com mais de um corte. Quando bem manejado, o ponto ideal de colheita costuma ficar próximo de 30–35% de matéria seca, o que favorece silagem mais firme, com boa palatabilidade e digestibilidade para o rebanho.

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Adaptação do mega sorgo Santa Elisa a clima e solo

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Uma das grandes forças do mega sorgo Santa Elisa é a capacidade de se adaptar. Ele entrega massa verde em regiões onde outras culturas travam, desde que clima e solo recebam o mínimo de cuidado.

Regiões e condições ideais de cultivo

O mega sorgo Santa Elisa se adapta muito bem ao Cerrado e ao semiárido brasileiro, quando plantado no início das chuvas. A recomendação mais comum é entrar com o plantio em outubro ou novembro, depois de pelo menos 50 mm de chuva bem distribuída, de preferência em sistema de plantio direto.

Em áreas com solo corrigido, com saturação de bases em torno de 70%, esse sorgo tem registrado produtividades de 100 a 140 toneladas de massa verde por hectare, com até 35 t/ha de matéria seca. Em municípios como Contendas do Sincorá (BA), produtores relatam até 3 cortes por ano, com plantas entre 2,5 e 5 metros de altura.

Comportamento em solos mais fracos ou arenosos

Em solos mais fracos ou arenosos, o mega sorgo Santa Elisa continua produzindo, desde que receba uma correção mínima de solo. Ele responde bem a áreas com calagem bem feita e níveis médios de matéria orgânica, mesmo quando a fertilidade não é das melhores.

Relatos do semiárido mostram que, em solos arenosos, o sorgo mantém boa rebrota e perfilhamento, garantindo volume de forragem onde outras culturas falham. O cuidado principal é evitar áreas muito infestadas por nematoides (Pratylenchus) e trabalhar sempre com manejo que proteja o solo, como plantio direto e uso de palhada.

Como o sorgo responde ao estresse hídrico

O mega sorgo Santa Elisa suporta melhor o estresse hídrico que o milho e continua entregando massa mesmo em anos mais secos. Em épocas de chuva bem distribuída, ele pode chegar a 100 t/ha ou mais de massa verde; em plantios mais tardios, a produção pode cair para perto de 30 t/ha, mas ainda assim garante em torno de 10 t/ha de matéria seca.

Pesquisadores do IAC destacam que o sorgo é mais resistente ao estresse hídrico e se encaixa muito bem em áreas de Cerrado. Quando plantado cedo, o ciclo mais longo ajuda a atravessar veranicos sem perder o ponto ideal de colheita, próximo de 30% de matéria seca para silagem. Na prática, isso significa mais segurança de volumoso na fazenda, mesmo com clima mais irregular.

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Manejo de plantio do mega sorgo Santa Elisa

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Um bom plantio é metade do resultado do mega sorgo Santa Elisa. Quando você acerta época, população e preparo de solo, a planta responde com volume de massa e rebrota forte.

Época de semeadura por região

A melhor época de semeadura do mega sorgo Santa Elisa é no início das chuvas, ajustando a data para cada região. No Cerrado e semiárido, o mais comum é plantar entre outubro e novembro, depois de acumular pelo menos 50 mm de chuva bem distribuída.

Esse sorgo também aceita plantio em safrinha, aproveitando a boa tolerância à seca. Há casos em Minas Gerais em que o plantio em novembro rendeu muito bem, mesmo com chuva irregular, graças à capacidade do sorgo de seguir crescendo com menos água. O ponto chave é mirar sempre a colheita com perto de 30% de matéria seca para silagem.

Densidade de plantas e espaçamento entre linhas

Para silagem, o mega sorgo Santa Elisa costuma ir bem com linhas de 70 a 90 cm e população de cerca de 110 a 140 mil plantas por hectare. O ideal é trabalhar com sementes em sulcos de 2 a 3 cm de profundidade em solos mais leves, e em torno de 1 a 2 cm em solos mais argilosos.

Na prática, muitos produtores usam discos de semente fina (por exemplo, 1,75 mm ou configurações com 52 a 54 furos) para garantir boa distribuição, sem falhas ou excesso de plantas. Também ajuda muito posicionar o adubo cerca de 3 a 4 cm abaixo das sementes, o que reduz risco de queima e melhora o arranque inicial.

Cuidados com preparo de solo e sementes

O mega sorgo Santa Elisa responde melhor em solos bem corrigidos e com preparo adequado para cada situação. Em áreas novas ou muito compactadas, pode-se usar o sistema convencional (aração e gradagem). Em áreas já estruturadas, o plantio direto em nível, com terraceamento em declives acima de 3–4%, ajuda a segurar água e solo.

Recomenda-se buscar saturação de bases próxima de 70% e magnésio em torno de 4 mmol/dm³ na camada de 0–20 cm, ajustando calagem antes da safra. Para adubação, muitos técnicos trabalham com algo na faixa de 300 a 350 kg/ha de uma fórmula como 08-28-16 no plantio, seguida de cobertura rica em potássio, já que a cultura retira muito K na silagem. Usar sementes de boa procedência, bem tratadas e com regulagem fina da plantadeira fecha o pacote para um estande uniforme e produtivo.

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Manejo nutricional e fitossanitário do sorgo

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Ter sorgo forte no campo não depende só da genética. Nutrição certa e sanidade em dia são o que separam uma lavoura mediana de um mega sorgo realmente impressionante.

Adubação de base e cobertura recomendadas

O sorgo precisa de adubação de base bem feita e nitrogênio em cobertura, parcelado na fase inicial de crescimento. Em geral, o fósforo (P₂O₅) e o potássio (K₂O) entram no sulco de semeadura, enquanto o nitrogênio (N) é dividido: uma parte na base e o restante em cobertura, por volta de 20 a 25 dias após a emergência, quando a planta está com 4 a 6 folhas.

Para produtividades em torno de 60 t/ha de biomassa, estudos indicam algo próximo de 150 kg/ha de N, 90 kg/ha de P₂O₅ e 120 kg/ha de K₂O, ajustando sempre à análise de solo. Pesquisas da Embrapa reforçam que a maior exigência do sorgo é em nitrogênio e potássio, seguidos de cálcio, magnésio e fósforo. Em solos bem manejados, respostas de massa seca acima de 15 t/ha foram observadas com doses crescentes de N e K.

Principais pragas e doenças no sorgo

As principais ameaças fitossanitárias do sorgo são algumas doenças de folha e panícula, e pragas que atacam folha e colmo. Entre as doenças mais citadas estão a antracnose, o carvão e a mancha zonada, que costumam aparecer com mais força em fases reprodutivas e em ambientes de alta umidade.

No grupo das pragas, merecem atenção a cigarrinha, a lagarta-do-cartucho ou lagarta militar e alguns percevejos. Elas podem reduzir bastante o rendimento se não forem monitoradas. Técnicos lembram que muitas dessas pragas sobrevivem em hospedeiros alternativos, por isso o manejo deve considerar a paisagem inteira da fazenda, e não só a área do sorgo.

Boas práticas para reduzir perdas e rebrote saudável

Para reduzir perdas e garantir rebrote saudável, o segredo é combinar nutrição equilibrada com manejo correto de corte e sanidade. Uma adubação ajustada ao nível de produtividade desejado evita que a planta esgote o solo, principalmente em sistemas de silagem contínua, onde a exportação de nutrientes é muito alta.

Práticas como calagem bem planejada, eventual gessagem e uso de fontes que liberem nutrientes no momento certo ajudam a manter a planta ativa por mais tempo. Em muitos estudos, a combinação de esterco bovino com adubação mineral elevou altura, número de folhas e massa seca de sorgos forrageiros. No campo, fazer o corte na altura correta, evitar estressar demais a rebrota e manter o controle básico de pragas e doenças costuma ser suficiente para ter vários cortes com plantas vigorosas e boa qualidade de forragem.

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Uso do mega sorgo Santa Elisa na pecuária

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Quando a gente olha o mega sorgo Santa Elisa pela visão da pecuária, ele vira uma máquina de volumoso barato. Ele entra bem no cocho, no pastejo e ajuda a segurar produção justamente na época em que a pastagem nativa mais sofre.

Sorgo para pastejo direto: pontos de atenção

O mega sorgo Santa Elisa pode ser usado para pastejo direto, desde que você controle bem altura de entrada e de saída. A ideia é não deixar os animais entrarem cedo demais, nem baixarem demais o resíduo, para não atrapalhar a rebrota.

Produtores relatam boa resposta em sistemas de pastejo rotacionado, aproveitando o forte perfilhamento e a rebrota após os cortes. O cuidado maior está no começo: como a semente é pequena, falhas de plantio podem comprometer a densidade inicial. Depois de bem estabelecido, o sorgo deixa um resíduo rico em nutrientes, que alimenta a rebrota e ajuda a manter cobertura de solo.

Qualidade de silagem e comparação com o milho

A silagem de mega sorgo Santa Elisa entrega energia e desempenho muito próximos ao milho, com custo por tonelada geralmente menor. A planta produz grande volume de massa verde por hectare e concentra bons níveis de carboidratos solúveis, o que favorece a fermentação.

Relatos de campo e materiais técnicos apontam produtividades de até 140 t/ha de massa verde por ano, algo perto de 200% a mais que muitas áreas de milho para silagem, usando nível parecido de insumos. Em várias fazendas de leite, o mega sorgo entrou como base do volumoso, reduzindo o custo da dieta em torno de 15% a 25%, sem queda de produção. Para o rebanho, a silagem é bem aceita, com boa palatabilidade e digestibilidade.

Estratégias de uso em sistemas intensivos de produção

Em sistemas intensivos de leite ou corte, o mega sorgo Santa Elisa funciona como um coringa de volumoso. Ele pode ser usado tanto como silagem principal quanto em combinação com milho e pastagens de verão ou inverno, ajudando a manter oferta constante de alimento ao longo do ano.

Uma estratégia comum é usar o mega sorgo na área mais sujeita à seca, garantindo estoque de forragem para o período crítico, enquanto o milho ocupa as áreas de melhor solo e chuva mais confiável. Em fazendas que trabalham com confinamento ou semi-confinamento, a alta produtividade de massa verde por hectare derruba o custo por tonelada de silagem e abre espaço para aumentar a lotação sem ampliar área. Em resumo, quem planeja bem o uso do mega sorgo Santa Elisa cria um verdadeiro “colchão de segurança” para o rebanho, com mais comida disponível justamente quando o pasto some.

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Rentabilidade e papel do sorgo em uma agricultura mais resiliente

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Quando a gente fala de rentabilidade e resiliência no campo, o sorgo entra como uma espécie de “amortecedor” financeiro. Ele não substitui todas as culturas, mas ajuda a equilibrar a conta quando o clima aperta ou o preço do milho aperta a margem.

Custos de produção x retorno esperado

Em geral, o custo de produzir sorgo é menor que o do milho, e o retorno esperado é interessante quando a produtividade é boa. Estudos de custo de produção mostram que o sorgo costuma ficar abaixo do milho em gasto por hectare, tanto em semente quanto em adubação e manejo.

Levantamentos recentes apontam custos operacionais específicos em torno de alguns milhares de reais por hectare, com variação grande conforme região e nível tecnológico. A chave está na produtividade: quando o sorgo atinge boas médias de 3.000 a 3.700 kg/ha de grãos, ou mais de 100 t/ha de massa verde para silagem, a margem tende a ser muito competitiva. Em cenários de preço mais apertado, essa combinação de custo menor e uso em várias atividades (grão, silagem, pastejo) ajuda a segurar o caixa.

Diversificação de risco em anos de seca

O sorgo é uma das melhores ferramentas para diversificar risco em anos de seca. Ele aguenta melhor o estresse hídrico que várias outras culturas de verão, mantendo produção razoável mesmo quando a chuva falha na fase crítica.

Dados recentes mostram que, enquanto outras culturas recuam forte em produtividade em anos secos, o sorgo consegue manter níveis médios próximos de 3.000 kg/ha de grão em muitas regiões. Especialistas em clima e safrinha lembram que o sorgo tolera plantios mais tardios e demanda menos água, o que reduz o risco de quebra total. Na prática, incluir sorgo no planejamento da fazenda é como ter um seguro agronômico dentro do próprio sistema de produção.

Sorgo como aliado da agricultura sustentável

O sorgo também tem um papel forte em sistemas de agricultura mais sustentável e regenerativa. Ele se adapta bem a solos mais fracos e a esquemas de integração lavoura-pecuária, ajudando a manter cobertura do solo e oferta de palhada.

Em rotação com outras culturas, o sorgo contribui para quebrar ciclos de pragas e doenças e melhorar a estrutura física do solo. Outra frente que vem ganhando força é o uso do sorgo na cadeia de biocombustíveis, com projeções de crescimento de produção para atender esse mercado nas próximas décadas. Somando tudo, o sorgo ajuda o produtor a gastar menos água, usar melhor insumos e ainda diversificar fonte de renda, o que é a base de uma agricultura realmente resiliente.

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Conclusão: quando apostar no mega sorgo Santa Elisa

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Você deve apostar no mega sorgo Santa Elisa quando precisa de muito volumoso com baixo custo, especialmente em áreas sujeitas à seca. Nessas condições, ele costuma entregar mais segurança e rentabilidade do que depender só do milho ou da pastagem.

Em diferentes regiões, produtores têm registrado entre 120 e 130 toneladas de massa verde por hectare em até 3 cortes anuais, com plantas chegando perto de 5 metros de altura. Quando essa massa vira silagem, o custo médio gira em torno de R$ 0,06 por kg, o que coloca o mega sorgo Santa Elisa entre as silagens mais baratas do Brasil para quem busca volume e energia para o rebanho.

Esse material faz ainda mais sentido quando a fazenda sofre com estiagens prolongadas, tem histórico de pressão de pragas ou trabalha forte com pecuária leiteira e de corte em sistemas intensivos. Nesses cenários, a combinação de alta produtividade, forte rebrota e boa qualidade de silagem ajuda a estabilizar a oferta de alimento ao longo do ano e a reduzir o risco de quebra na produção.

No fim das contas, o mega sorgo Santa Elisa não é solução mágica, mas é uma ferramenta poderosa para montar uma agricultura mais resiliente. Se você precisa baixar custo de alimentação, quer mais segurança em anos secos e está disposto a caprichar no manejo de solo, plantio e colheita, esse é o momento certo de colocar o mega sorgo Santa Elisa no seu planejamento.

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Key Takeaways

Veja os principais pontos para decidir se e como o mega sorgo Santa Elisa encaixa na sua estratégia de produção e pecuária:

  • Entenda o papel do sorgo na fazenda: É um cereal forrageiro altamente resistente à seca, ideal para gerar grande volume de volumoso com custo menor que o milho, especialmente em regiões de clima irregular.
  • Aposte em alta produtividade de massa verde: Em manejo bem feito, o mega sorgo Santa Elisa pode chegar a 120–140 t/ha de massa verde ao ano, com 2–3 cortes e plantas de até 5 m, superando muitas lavouras de milho em matéria verde por hectare.
  • Aproveite a forte adaptação a clima e solo: O híbrido se destaca em Cerrado e semiárido, plantado no início das chuvas (outubro–novembro), tolerando solos médios e períodos de estiagem em que outras culturas sofrem forte quebra.
  • Capriche no manejo de plantio e nutrição: Época certa, população adequada, solo corrigido (V% ~70) e adubação focada em N e K são decisivos para explorar o potencial de rebrota e produtividade, reduzindo falhas e aproveitando todo o ciclo mais longo.
  • Use o sorgo como base estratégica de silagem: A silagem de mega sorgo Santa Elisa oferece energia, palatabilidade e digestibilidade próximas ao milho, com custo estimado em torno de R$ 0,06/kg de silagem, tornando-se uma das fontes de volumoso mais competitivas para leite e corte.
  • Combine pastejo direto com silagem: O cultivar permite pastejo rotacionado, desde que se respeite altura mínima de entrada e resíduo de saída, construindo um sistema integrado de cortes e rebrota que mantém oferta de forragem ao longo do ano.
  • Reduza risco em anos de seca e oscilações de preço: Por exigir menos água e insumos e manter produção razoável sob estresse hídrico, o sorgo funciona como um “seguro agronômico”, ajudando a estabilizar o fluxo de caixa e o desempenho do rebanho em safras difíceis.
  • Enxergue o sorgo dentro de uma agricultura mais resiliente: Inserido em rotação, integração lavoura-pecuária e manejo conservacionista, o mega sorgo Santa Elisa contribui para proteger o solo, otimizar uso de recursos e construir sistemas mais estáveis, produtivos e sustentáveis no longo prazo.

A grande virada acontece quando o produtor deixa de ver o sorgo apenas como alternativa de emergência e passa a usá-lo como peça central de uma estratégia de volumoso, risco e sustentabilidade bem planejada.

FAQ – Mega Sorgo Santa Elisa e uso na pecuária

O que é o mega sorgo Santa Elisa e para que ele é mais indicado?

O mega sorgo Santa Elisa é um sorgo forrageiro de porte alto, ciclo mais longo e grande capacidade de rebrota. Ele é especialmente indicado para produção de silagem de alta produtividade e para sistemas de pecuária que precisam de muito volumoso com custo menor e maior segurança em regiões sujeitas à seca.

Qual a produtividade média do mega sorgo Santa Elisa para silagem?

Em condições bem manejadas, o mega sorgo Santa Elisa pode produzir de 100 a 140 toneladas de massa verde por hectare ao ano, muitas vezes em 2 a 3 cortes. Isso pode representar até o dobro da massa verde de muitas lavouras de milho para silagem, mantendo custo por tonelada de silagem bastante competitivo.

Em que tipo de clima e solo vale mais a pena plantar o mega sorgo Santa Elisa?

Ele se adapta muito bem ao Cerrado e ao semiárido, onde há maior risco de estiagens. Gosta de solos corrigidos e bem adubados, mas é mais tolerante a solos médios e até um pouco mais fracos do que o milho. Em áreas com chuva irregular ou histórico de veranicos, o mega sorgo costuma responder melhor e garantir mais volumoso.

O mega sorgo Santa Elisa substitui totalmente o milho na fazenda?

Não necessariamente. Em muitos casos ele atua como complemento estratégico ao milho, especialmente em áreas de maior risco climático. A combinação milho + mega sorgo permite diversificar risco e ter mais segurança de volumoso ao longo do ano. Em fazendas com forte pressão de seca ou solo mais limitante, o sorgo pode, sim, assumir papel principal na silagem.

Qual o ponto ideal de colheita do mega sorgo Santa Elisa para silagem?

O ponto recomendado é colher na fase de grão pastoso, com matéria seca em torno de 30% a 35%. Nessa fase, a planta equilibra volume de massa com concentração de energia e melhor fermentação no silo. Antecipar demais ou atrasar muito a colheita pode reduzir valor nutritivo e dificultar a compactação da silagem.

Posso usar o mega sorgo Santa Elisa para pastejo direto do rebanho?

Sim, o mega sorgo pode ser usado para pastejo direto, desde que se respeite altura mínima de entrada (plantas bem estabelecidas, em geral acima de 70 cm) e se mantenha resíduo suficiente para rebrota. O ideal é trabalhar com pastejo rotacionado, controlando tempo de ocupação e de descanso para evitar pisoteio excessivo e garantir cortes ou rebrota futuros.

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