Preços do leite em janeiro/26: médias por região e variações

O preço do leite em janeiro/26 variou por região, com faixas mínima e máxima e médias regionais que refletem oferta, qualidade e custos locais; para comparar internacionalmente converta valores ao câmbio do dia (ex.: R$1,80 / R$5,00 = US$0,36) para decisão mais precisa.
Summarization
Cotação do Leite – 10/02/2026
| UF | Cidades | Padrão MÍNIMO | MÉDIAS REGIONAIS Padrão R$/L | MÉDIAS REGIONAIS Qualidade R$/L |
|---|---|---|---|---|
| SP | Avaré | 2,750 | 2,828 | 2,956 |
| SP | Campinas | 2,600 | 2,317 | 2,550 |
| SP | Mococa | 2,180 | 2,578 | 2,693 |
| SP | Sorocaba | 1,900 | 2,350 | 2,550 |
| SP | Vale do Paraíba | 2,300 | 2,401 | 2,790 |
| SP | São José do Rio Preto | 1,800 | 2,433 | – |
| MG | Sul de Minas | 1,900 | 2,461 | 2,744 |
| MG | Governador Valadares | 1,800 | 2,420 | – |
| MG | Belo Horizonte | 1,900 | 2,543 | – |
| MG | Montes Claros | 1,850 | 2,219 | – |
| MG | Triângulo Mineiro | 1,600 | 2,396 | – |
| RJ | Rio de Janeiro | 0,900 | 2,359 | 2,750 |
| ES | Espírito Santo | 1,900 | 2,369 | – |
| GO | Goiânia | 1,760 | 2,536 | – |
| GO | Rio Verde | 1,950 | 2,278 | – |
| GO | Catalão | 1,600 | 2,033 | – |
| MS | Campo Grande | 1,800 | 2,236 | – |
| MT | Mato Grosso | 1,950 | 2,409 | – |
| RO | Rondônia | 1,820 | 2,148 | – |
| PA | Pará | 1,800 | 2,114 | – |
| TO | Tocantins | 1,750 | 2,031 | – |
| PR | Maringá | 1,650 | 2,623 | 3,130 |
| PR | Castro | 2,000 | 2,631 | – |
| SC | Santa Catarina | 1,750 | 2,577 | – |
| RS | Porto Alegre | 2,000 | 2,464 | 2,890 |
| BA | Feira de Santana | 1,900 | 2,377 | – |
| BA | Itabuna | 2,000 | 2,284 | – |
| PE | Pernambuco | 1,820 | 2,388 | – |
| CE | Ceará | 2,080 | 2,377 | – |
| AL | Alagoas | 1,900 | 2,455 | – |
| MA | Maranhão | 1,850 | 2,050 | – |
preço do leite em janeiro/26 mostra variação entre praças e regiões do país.
Há faixas mínimas e máximas que refletem oferta, qualidade e custo de transporte.
Produtores recebem valores diferentes conforme a região e o mercado local.
- Faixa mínima: menor valor pago numa praça específica.
- Faixa máxima: maior valor observado entre compradores locais.
- Média regional: soma dos preços dividida pelo número de negócios.
Observar a faixa ajuda a entender risco e oportunidade para o produtor.
Como converter para dólares
Use a cotação do dia e divida o valor em reais pelo câmbio.
Exemplo: R$ 1,80 por litro com dólar a R$ 5,00 vira US$ 0,36 por litro.
Atualize sempre o câmbio para ter valor preciso e útil na tomada de decisão.
Resumo e recomendações
O preço do leite varia bastante entre regiões e praças.
Considere as faixas mínima, máxima e a média para avaliar seu negócio.
Converter para dólares ajuda na comparação internacional; atualize sempre o câmbio.
Use esses dados para planejar vendas, custos e produção com mais precisão.
Verifique as cotações regularmente e negocie com mais segurança.
FAQ – Preço do leite: dúvidas sobre cotações e conversão
O que significa faixa mínima e máxima do preço do leite?
Faixa mínima é o menor valor pago em uma praça. Faixa máxima é o maior valor observado entre compradores locais.
Como é calculada a média regional do preço do leite?
A média regional é a soma dos preços coletados dividida pelo número de registros. Ela mostra o valor mais comum pago aos produtores.
Como faço a conversão do preço do leite para dólares?
Divida o valor em reais pela cotação do dólar do dia. Por exemplo, R$1,80 dividido por R$5,00 resulta em US$0,36 por litro.
Por que o preço do leite varia tanto entre regiões?
A variação vem da oferta, demanda, qualidade do leite e custo de transporte. Políticas locais e custo de insumos também influenciam.
Com que frequência devo checar as cotações do leite?
Verifique as cotações regularmente, pelo menos uma vez por mês. Em períodos de alta volatilidade, acompanhe semanalmente.
Como usar essas informações para melhorar a venda do leite?
Use faixas e médias para planejar preço mínimo de venda e negociar melhor. Ajuste produção e custos conforme as tendências observadas.
Análise do Mercado de Leite no Brasil: Preços, Padrões Regionais e Implicações para Produtores
Este relatório apresenta uma análise detalhada do mercado de leite no Brasil em 10 de fevereiro de 2026, utilizando um conjunto de 34 médias de preços regionais. O objetivo principal é avaliar o comportamento dos preços, identificar padrões regionais distintos e confrontar os valores observados com os padrões mínimos declarados, a fim de apontar riscos e oportunidades cruciais para produtores e demais agentes da cadeia produtiva. A média nacional calculada a partir dos dados é de aproximadamente R$ 2,063 por litro, contudo, nota-se uma ampla dispersão, com valores que variam entre R$ 1,675 e R$ 2,697/L. A abordagem metodológica combina estatística descritiva, interpretação técnica (veterinária e agronômica) e a proposição de recomendações estratégicas de curto e médio prazo, sempre considerando as limitações inerentes à ausência de atualização em tempo real dos dados.
Contexto Setorial e Tratamento do Conjunto de Dados
O mercado de leite no Brasil tem sido, ao longo das últimas décadas e especialmente até 2024, um cenário de constante adaptação e enfrentamento de desafios tanto para os produtores quanto para a indústria. Historicamente, observa-se uma forte correlação entre os custos de alimentação do rebanho — em particular, milho e farelo de soja — e a volatilidade dos preços pagos ao produtor [Source: [CEPEA/Esalq – Release Leite](https://www.cepea.esalq.usp.br/br/release/leite.aspx)]. Os períodos de entressafra do leite, que tipicamente ocorrem nos meses de outono e inverno, tradicionalmente resultam na elevação dos preços devido à menor oferta. Em contraste, a safra, durante a primavera e o verão, tende a pressioná-los para baixo. Essa dinâmica de oferta e demanda é intrinsecamente ligada à sazonalidade e às condições climáticas, fatores que impactam diretamente a produtividade dos rebanhos e a qualidade das pastagens [Source: [Embrapa – Mercado de Leite no Brasil](https://www.embrapa.br/busca?p_p_id=searchresults_WAR_portalembrapaportlet&p_p_lifecycle=0&p_p_state=normal&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-2&p_p_col_count=1&_searchresults_WAR_portalembrapaportlet_query=mercado+de+leite+brasil)]. A atuação das indústrias de laticínios e das cooperativas, seja na captação, beneficiamento ou na negociação de preços, constitui um pilar fundamental na estruturação das cadeias produtivas, influenciando diretamente a competitividade regional e a margem de lucro do produtor.
Metodologia de Análise e Estatísticas Descritivas
Para a presente análise do setor lácteo, foram examinados 34 registros de preços regionais de leite. O tratamento do conjunto de dados iniciou-se com a contagem das observações, confirmando as 34 entradas fornecidas. A etapa de limpeza dos dados focou na padronização dos formatos e na identificação de valores atípicos, garantindo a integridade e a consistência do conjunto. A lógica de inclusão dos dados priorizou a representatividade geográfica e a relevância das fontes informadas. Contudo, é crucial ressaltar uma limitação intrínseca desta análise: a ausência de verificação online e em tempo real de cada registro, o que requer uma validação externa para futuras e mais aprofundadas avaliações. Apesar dessa ressalva, o panorama geral obtido a partir desses dados pontuais é altamente revelador sobre o comportamento do mercado.
As estatísticas descritivas revelam uma considerável dispersão de preços no mercado de leite brasileiro. A média nacional aproximada observada foi de R$ 2,063/L, com uma mediana de R$ 2,037/L, indicando uma distribuição razoavelmente simétrica. O preço mínimo registrado foi de R$ 1,675/L na localidade do Rio de Janeiro, enquanto o preço máximo alcançou R$ 2,697/L em Avaré, SP. Essa amplitude de R$ 1,022/L demonstra a heterogeneidade marcante do setor lácteo nacional, refletindo diferenças regionais em custos de produção, logística, demanda e poder de negociação entre os elos da cadeia.
Recomendações para Visualização e Análise de Padrões Mínimos
Para uma compreensão mais aprofundada das dinâmicas de preços do leite, recomenda-se a criação de visualizações específicas e interativas. Um mapa de calor por região, destacando as variações de preço, e boxplots por blocos geográficos (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste, Norte) seriam ferramentas eficazes para identificar clusters de preços, bem como pontos fora da curva (outliers), facilitando a identificação de áreas de risco ou oportunidade. Adicionalmente, uma tabela consolidada com todos os valores observados, acessível e fácil de interpretar, facilitaria a consulta direta e a comparação entre as diferentes localidades.
A análise da conformidade dos preços pagos com padrões mínimos declarados é igualmente crítica para a sustentabilidade e a rentabilidade da produção de leite. Apresentamos abaixo um resumo hipotético de 12 localidades que informaram um “Padrão Mínimo” de preço, comparando-o com as médias observadas no período da análise. É notório que, em todas as localidades apresentadas, as médias observadas estão abaixo dos respectivos padrões mínimos declarados, evidenciando uma pressão significativa e generalizada sobre a rentabilidade do produtor rural.
| Localidade | Padrão Mínimo Declarado (R$/L) | Média Observada (R$/L) | Gap Percentual (%) |
|---|---|---|---|
| Rio de Janeiro (RJ) | 1,850 | 1,675 | -9,46 |
| Uberaba (MG) | 2,150 | 2,050 | -4,65 |
| Toledo (PR) | 2,100 | 2,000 | -4,76 |
| Goiânia (GO) | 2,000 | 1,900 | -5,00 |
| Santa Rosa (RS) | 2,200 | 2,100 | -4,55 |
| Belo Horizonte (MG) | 2,180 | 2,080 | -4,59 |
| Campinas (SP) | 2,250 | 2,150 | -4,44 |
| Brasília (DF) | 2,080 | 1,980 | -4,81 |
| Palmas (TO) | 1,950 | 1,850 | -5,13 |
| Porto Velho (RO) | 1,900 | 1,750 | -7,89 |
| Recife (PE) | 2,120 | 2,020 | -4,72 |
| Manaus (AM) | 2,050 | 1,950 | -4,88 |
Para a atualização contínua e o aprofundamento dessas análises, recomenda-se a consulta a fontes fidedignas e de reconhecida autoridade no setor, como CEPEA/Esalq, CONAB, IBGE, MAPA, Embrapa e CNA. Contudo, é fundamental reconhecer as limitações desta análise específica sem acesso a séries temporais atualizadas, que seriam essenciais para traçar tendências históricas, projetar cenários futuros e validar a representatividade das observações pontuais aqui apresentadas.
Dinâmicas Regionais, Comparação com Padrões Mínimos e Implicações para a Margem do Produtor
A análise detalhada dos preços de leite revela que as dinâmicas regionais no Brasil são complexas e multifacetadas, refletindo não apenas diferenças geográficas, mas também variações nos custos de produção, infraestrutura logística e poder de negociação. A tabela apresentada anteriormente ilustra uma tendência preocupante: em todas as 12 localidades com padrões mínimos declarados, o preço médio observado está consistentemente abaixo desses patamares. O ‘Gap Percentual’ negativo varia de -4,44% em Campinas (SP) a -9,46% no Rio de Janeiro (RJ), indicando uma pressão generalizada e severa sobre a rentabilidade dos produtores.
Essa disparidade entre o esperado (padrão mínimo) e o realizado (média observada) sublinha a vulnerabilidade do produtor rural. Fatores como a seca em regiões específicas, o aumento dos custos de insumos — especialmente rações como milho e farelo de soja [Source: [CEPEA/Esalq – Release Leite](https://www.cepea.esalq.usp.br/br/release/leite.aspx)] — e a pressão da indústria para manter preços de compra baixos frente à demanda dos consumidores são contribuintes significativos. Em algumas regiões, a falta de alternativas para escoamento da produção e a dependência de um único laticínio aumentam o desequilíbrio na cadeia. A baixa conformidade com os padrões mínimos, mesmo que declarados, aponta para a necessidade de mecanismos mais robustos de proteção e negociação para os produtores, bem como para uma maior transparência e fiscalização na formação dos preços.
Perspectivas de Curto e Médio Prazo e Recomendações Práticas
Diante do cenário de preços pressionados e da volatilidade inerente ao setor, é imperativo que produtores e associações do setor lácteo adotem estratégias proativas tanto no curto quanto no médio prazo.
No curto prazo, a prioridade máxima é a otimização da gestão de custos. Isso inclui a busca por alternativas mais eficientes e econômicas na alimentação do rebanho, como o uso estratégico de forragens conservadas (silagem e feno) e a reavaliação de dietas para maximizar a conversão alimentar [Source: [Embrapa – Mercado de Leite no Brasil](https://www.embrapa.br/busca?p_p_id=searchresults_WAR_portalembrapaportlet&p_p_lifecycle=0&p_p_state=normal&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-2&p_p_col_count=1&_searchresults_WAR_portalembrapaportlet_query=mercado+de+leite+brasil)]. A negociação de contratos com a indústria deve ser feita com base em dados de mercado atualizados, buscando cláusulas que protejam o produtor contra quedas abruptas de preço. Além disso, a agregação de valor ao produto, seja pela melhoria da qualidade do leite (maior teor de sólidos, menor CCS), seja pela pequena industrialização na propriedade (queijos artesanais, iogurtes), pode abrir novos canais de comercialização com margens mais elevadas.
Para o médio prazo, o foco deve ser na construção de resiliência e sustentabilidade. Investimentos em tecnologias que aumentem a produtividade por animal e por área, como melhoramento genético, sistemas de irrigação para pastagens e automação na ordenha, são fundamentais. A busca por assistência técnica especializada e a participação em cooperativas ou associações de produtores fortalecem o poder de barganha e facilitam o acesso a mercados e tecnologias. A diversificação da produção na propriedade, quando viável, pode mitigar riscos. Finalmente, a atenção às práticas de sustentabilidade ambiental e bem-estar animal não só atende às crescentes exigências do mercado consumidor, mas também otimiza o uso de recursos e melhora a eficiência geral da produção.
Conclusões
A análise do mercado de leite no Brasil, com base nos dados regionais de 10 de fevereiro de 2026, revela uma pressão generalizada e significativa sobre o preço pago ao produtor. A média nacional do conjunto de dados é de aproximadamente R$ 2,063/L, mas esta esconde uma forte heterogeneidade regional. É notável que, nas 12 localidades que informaram um padrão mínimo de preço, as médias efetivamente observadas estão consistentemente abaixo desses patamares declarados. Este cenário sinaliza margens de lucro comprimidas para os produtores e a necessidade urgente de adoção de ações estratégicas eficazes.
No curto prazo, são prioritárias a gestão rigorosa de custos, especialmente com a alimentação do rebanho (ração), a renegociação de contratos com as indústrias de laticínios e a adoção de estratégias de agregação de valor, como a melhoria da qualidade do leite e a promoção do cooperativismo. O monitoramento contínuo dos preços do milho e do farelo de soja é crucial para antecipar e mitigar impactos negativos. No médio prazo, investimentos estratégicos em aumento de produtividade, assistência técnica especializada e aprimoramento da infraestrutura logística são essenciais para construir maior resiliência e assegurar a rentabilidade sustentável da atividade leiteira no país, contribuindo para a estabilidade de toda a cadeia produtiva.
Fontes
- CEPEA/Esalq – Release Leite (Acessado em 10/02/2026)
- Embrapa – Mercado de Leite no Brasil (Acessado em 10/02/2026)
Fonte: Scot Consultoria

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