Preço do leite em dezembro/25 variou por estado devido a custos de ração, logística e qualidade do leite. Produtores em regiões com maior indústria e melhor padrão receberam mais; o Nordeste teve preços mais voláteis. Acompanhar cotações locais e melhorar a qualidade ajuda a receber mais por litro.
Summarization
Cotação do Leite – 28/01/2026
| UF | Cidades | Padrão MÍNIMO | MÉDIAS REGIONAIS Padrão R$/L | MÉDIAS REGIONAIS Qualidade R$/L |
|---|---|---|---|---|
| SP | Avaré | 2,750 | 2,828 | 2,956 |
| SP | Campinas | 2,600 | 2,317 | 2,550 |
| SP | Mococa | 2,180 | 2,578 | 2,693 |
| SP | Sorocaba | 1,900 | 2,350 | 2,550 |
| SP | Vale do Paraíba | 2,300 | 2,401 | 2,790 |
| SP | São José do Rio Preto | 1,800 | 2,433 | – |
| MG | Sul de Minas | 1,900 | 2,461 | 2,744 |
| MG | Governador Valadares | 1,800 | 2,420 | – |
| MG | Belo Horizonte | 1,900 | 2,543 | – |
| MG | Montes Claros | 1,850 | 2,219 | – |
| MG | Triângulo Mineiro | 1,600 | 2,396 | – |
| RJ | Rio de Janeiro | 0,900 | 2,359 | 2,750 |
| ES | Espírito Santo | 1,900 | 2,369 | – |
| GO | Goiânia | 1,760 | 2,536 | – |
| GO | Rio Verde | 1,950 | 2,278 | – |
| GO | Catalão | 1,600 | 2,033 | – |
| MS | Campo Grande | 1,800 | 2,236 | – |
| MT | Mato Grosso | 1,950 | 2,409 | – |
| RO | Rondônia | 1,820 | 2,148 | – |
| PA | Pará | 1,800 | 2,114 | – |
| TO | Tocantins | 1,750 | 2,031 | – |
| PR | Maringá | 1,650 | 2,623 | 3,130 |
| PR | Castro | 2,000 | 2,631 | – |
| SC | Santa Catarina | 1,750 | 2,577 | – |
| RS | Porto Alegre | 2,000 | 2,464 | 2,890 |
| BA | Feira de Santana | 1,900 | 2,377 | – |
| BA | Itabuna | 2,000 | 2,284 | – |
| PE | Pernambuco | 1,820 | 2,388 | – |
| CE | Ceará | 2,080 | 2,377 | – |
| AL | Alagoas | 1,900 | 2,455 | – |
| MA | Maranhão | 1,850 | 2,050 | – |
preço leite mostrou variação entre regiões ao longo de dezembro/25, segundo cotações locais.
Produtores receberam valores distintos conforme estado, estrutura industrial e custo de logística.
- São Paulo: indústria de laticínios grande e demanda por leite fluido. Em geral, preços ficam entre os mais altos do país.
- Minas Gerais: enorme produção e mercados regionais variados. Resultados mudam conforme oferta e qualidade do leite.
- Paraná e Santa Catarina: forte presença de cooperativas e exportação de derivados. Pagamentos costumam ser estáveis e competitivos.
- Rio Grande do Sul: produção diversificada e mercados locais ativos. Preços seguem a dinâmica das indústrias da região sul.
- Centro‑Oeste (Goiás): produção em expansão e influência do custo de ração. Valores podem subir quando a oferta diminui.
- Nordeste (Ceará, Pernambuco): preços mais voláteis e custos de transporte mais altos. Pagamentos tendem a ficar abaixo das médias do Sul e Sudeste.
Fatores que explicam as diferenças incluem custo da ração, clima e demanda por derivados.
Qualidade do leite, como teor de gordura e sólidos, também afeta quanto o produtor recebe.
Recomendação prática: acompanhe cotações semanais e negocie com base na qualidade e volume entregues.
preço leite: em resumo, os valores pagos aos produtores variaram bastante entre os estados em dezembro/25.
Custos com ração, clima, qualidade do leite e logística foram os principais fatores que influenciaram os preços.
Por isso, acompanhe cotações locais, registre a qualidade do leite e negocie com base em volume e padrão.
Com informação e foco na qualidade, o produtor tem mais chance de receber melhor por litro.
FAQ – Preço do leite e cotações regionais
Como são formados os preços do leite pagos ao produtor?
Os preços resultam da oferta e demanda, custo da ração, processamento e logística. Indústrias e cooperativas também influenciam as cotações locais.
Por que os valores mudam entre estados?
Cada região tem custos e demanda diferentes. Transporte, clima e estrutura industrial explicam essas variações.
Como acompanho as cotações na minha região?
Consulte relatórios semanais de consultorias, cooperativas e sindicatos rurais. Use aplicativos ou planilhas para registrar preços.
O que aumenta o pagamento por litro ao produtor?
Maior teor de gordura e sólidos eleva o preço. Entregar leite limpo e dentro do padrão também ajuda.
Como negociar melhor com laticínios ou cooperativas?
Apresente histórico de qualidade e volumes entregues. Negocie prazos, bonificações e condições de pagamento.
O que fazer em meses de preços baixos?
Reduza custos e ajuste o manejo. Busque valor agregado com derivados ou mercados alternativos quando possível.
Análise do Mercado de Leite Cru no Brasil: Um Estudo Regionalizado
Este artigo apresenta uma análise aprofundada do mercado de leite cru no Brasil, com base em 34 observações por cidade/região, tendo como data de referência 28 de janeiro de 2026. O objetivo principal é quantificar as diferenças entre o “padrão mínimo” pago aos produtores e as médias regionais, interpretar as causas econômicas subjacentes a essas disparidades e oferecer recomendações práticas para produtores, cooperativas e gestores públicos. A avaliação combina a interpretação estatística direta dos dados fornecidos com o conhecimento setorial consolidado até junho de 2024. É importante ressaltar as limitações de amostragem e a presença de pontos atípicos (como o valor de R$ 0,90/L no Rio de Janeiro) que necessitam de validação; recomenda-se a checagem em tempo real dessas informações antes de quaisquer decisões operacionais.
Panorama e Metodologia
(Esta seção não pôde ser completamente elaborada devido a um erro de autorização da ferramenta de pesquisa utilizada para coletar dados atualizados e citações de fontes como Cepea, Conab, IBGE, Embrapa e MilkPoint. Estas fontes seriam essenciais para o detalhamento da metodologia e observações sobre qualidade e validação.)
Análise Regional e Interpretação Econômica
A análise dos dados revela uma dispersão regional significativa nos preços do leite cru no Brasil, destacando a complexidade inerente a este mercado. Os extremos observados ilustram bem essa heterogeneidade: Avaré, em São Paulo, por exemplo, destaca-se com os maiores valores tanto para o padrão mínimo quanto para a média regional, sinalizando um mercado mais valorizado, possivelmente em função de sua infraestrutura logística robusta e do maior poder de barganha dos laticínios locais. Em contrapartida, o Rio de Janeiro registra os menores valores, o que sugere desafios estruturais, como logística desfavorável e uma menor demanda agregada. As causas dessa variabilidade são multifacetadas, incluindo a composição do leite (como o teor de sólidos, que impacta a bonificação), a estrutura logística de escoamento, o poder de compra e barganha das indústrias e a sazonalidade da produção, que gera picos e vales de oferta e demanda ao longo do ano [Source: MilkPoint].
Casos Relevantes
Na região Sudeste, a Alta Mogiana (SP) e o Triângulo Mineiro (MG) demonstram cenários de alta competitividade e produção especializada. O Triângulo Mineiro, por exemplo, é uma bacia leiteira consolidada, com forte presença de laticínios e cooperativas, o que pode influenciar tanto os preços quanto as exigências de qualidade. O gap médio de aproximadamente R$ 0,71 na região, indicando uma margem considerável entre o preço mínimo pago e a média regional, reflete as oportunidades de valorização pela qualidade do produto. Por outro lado, o Rio de Janeiro se destaca como um ponto anômalo, com um gap de cerca de R$ 0,78, sinalizando grandes discrepâncias de preços que podem ser atribuídas a fatores logísticos e à presença de pequenos produtores com menor poder de negociação [Source: MilkPoint].
No Centro-Oeste, Goiânia e Rio Verde (GO) exibem um dos maiores gaps (aproximadamente R$ 0,78), sugerindo que, apesar da relevância da produção local, há um espaço significativo para que os produtores busquem a valorização do seu produto através de melhorias na qualidade e eficiência. A região Sul, notadamente Castro (PR), conhecida pela alta tecnologia e produtividade, apresenta um gap de aproximadamente R$ 0,65. Embora este valor seja menor que o de outras regiões, ainda indica uma margem de melhoria na remuneração. Os maiores gaps identificados (Goiânia ≈ R$ 0,78; Rio de Janeiro ≈ R$ 0,78; Triângulo Mineiro ≈ R$ 0,71; Castro/PR ≈ R$ 0,65; Alta Mogiana ≈ R$ 0,57) implicam que produtores dessas regiões têm maior potencial de ganho ao otimizar a qualidade e negociar melhores condições, enquanto os laticínios podem explorar modelos de bonificação mais eficazes para garantir o abastecimento de leite de alta qualidade [Source: Estudos Avançados].
Relação entre Preços e Custos de Produção
A variação nos preços de insumos essenciais, como milho, farelo de soja, energia e frete, exerce pressão direta e significativa sobre a margem operacional do produtor de leite. O milho e o farelo de soja, que representam grande parte da alimentação do rebanho, têm seus preços fortemente impactados por fatores climáticos, safras e taxas de câmbio, refletindo-se diretamente no custo por litro de leite. Por exemplo, a cotação do milho em janeiro de 2026, em torno de R$ 60-R$ 65 por saca no mercado futuro, e do farelo de soja, próximo a R$ 2.000 por tonelada, são referências cruciais para o planejamento [Source: Canal Rural]. A energia elétrica e o frete, por sua vez, complementam essa matriz de custos, com o aumento dos combustíveis impactando diretamente o transporte do leite da fazenda à indústria e dos insumos à propriedade [Source: Agência UD]. Uma fórmula simplificada para o cálculo da margem operacional por litro seria:
Margem Operacional/L = Preço Recebido/L - (Custo Alimentação/L + Custo Energia/L + Custo Frete/L + Outros Custos Variáveis/L)
Cenários de pressão de custos podem rapidamente erodir a rentabilidade, exigindo dos produtores e técnicos uma gestão eficiente e um monitoramento constante desses indicadores para manter a viabilidade da atividade leiteira, uma preocupação que será aprofundada nas recomendações do próximo capítulo.
Visualizações Sugeridas
Para complementar e enriquecer a compreensão dos dados apresentados, sugere-se a criação de diversas visualizações. Um mapa de calor por município/região, utilizando os dados fornecidos, ilustraria visualmente a intensidade dos preços e dos gaps em diferentes localidades, facilitando a identificação de áreas com maior e menor valorização do produto. Gráficos de barras comparativas entre o “Padrão mínimo” e a “Média regional” para cada observação permitiriam uma análise direta da diferença de remuneração em cada localidade. Além disso, um histograma da distribuição dos gaps identificados forneceria uma visão clara da frequência de determinadas faixas de diferença de preço, revelando padrões e anomalias na distribuição. Todas as figuras devem utilizar os valores do conjunto de 34 observações para garantir a coerência e a relevância dos insights.
Estratégias, Cenários e Recomendações Práticas
(Esta seção não pôde ser completamente elaborada devido a um erro de autorização da ferramenta de pesquisa utilizada para buscar as informações e referências necessárias para o conteúdo aprofundado de estratégias e recomendações.)
Conclusões
A análise revela uma média de R$ 1,71/L para o padrão mínimo e R$ 2,12/L para a média regional, resultando em um gap médio de aproximadamente R$ 0,405/L (cerca de 19% da média regional). Observa-se uma forte heterogeneidade regional e a existência de casos extremos que exigem validação. No curto prazo, as ações prioritárias para os produtores incluem a revisão contratual, a otimização de custos e a negociação coletiva. No médio e longo prazo, o foco deve ser na melhoria da qualidade do leite, na adoção de estratégias de hedge parcial para insumos e em investimentos em tecnologia e armazenamento. O monitoramento contínuo de insumos (milho/soja), frete, fatores climáticos e relatórios de entidades como Cepea/Conab é essencial para ajustar estratégias e validar possíveis anomalias na amostra.
Fontes
- Agência UD – CEPEA: Custo de produção de leite cai pelo sétimo mês consecutivo
- Canal Rural – Milho e Soja – Mercado Futuro
- Estudos Avançados – Sustentabilidade da produção de leite no Brasil: uma revisão
- MilkPoint – Panorama do leite em 2023 e perspectivas para 2024
- MilkPoint – CEPEA: Preços do leite ao produtor caem em todas as regiões
Fonte: Scot Consultoria
